Crianças e adolescentes transgêneros precisam de proteção, avalia psiquiatra

À CNN Rádio, o médico Alexandre Saadeh explicou que essa população está sujeita a um risco maior de suicídio, depressão e abuso de drogas

Bandeira que representa a comunidade trans
Bandeira que representa a comunidade trans Pexels

Amanda GarciaTalita Amaralda CNN

em São Paulo

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O coordenador do Ambulatório de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Alexandre Saadeh, chamou a atenção para a necessidade de proteção da população trans infantil e adolescente.

Em entrevista à CNN Rádio, no CNN no Plural, o psiquiatra destacou que a escola é um “centro de socialização e sociabilização muito importante para crianças e adolescentes”. No entanto, “a sociedade inteira tem que se sociabilizar para a questão trans, não só a escola.”

Ele lembrou que a visibilidade tem crescido: “É uma população que precisa de proteção e inserção. O risco de tentativa de suicídio nessa população infantil e adolescente transsexual chega a ser 10 vezes maior do que na população jovem no geral.”

Além disso, há também maior susceptibilidade a quadros de depressão, abuso de drogas e abandono escolar. “Se a escola não é um lugar seguro para elas, elas abandonam, entram em lugar de isolamento social e isso leva a riscos em termos de saúde mental.”

Saadeh destaca que identificar sinais de que crianças podem ser trans é um “tema complexo”. “Se tem dúvida, pais devem perguntar para a criança e adolescente.”

O especialista reforçou que “não existe nada específico do gênero masculino ou feminino, como meninos brincando de boneca ou meninas jogando futebol: “Esses estereótipos caíram por terra.”

“A população trans é muito pequena, corresponde a 1 ou 2% da população mundial, a maior parte é cisgênero, não tem dúvida a respeito da identidade de gênero”, completou.

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