Criminosos atacam transportadora e batalhão da PM em Guarapuava, no interior do Paraná

Segundo o Corpo de Bombeiros do estado, pelo menos quatro caminhões foram incendiados na ação; governo estadual informou que dois policiais foram baleados

Pedro OsorioHenrique AndradeCarolina FigueiredoLéo Lopesda CNN

São Paulo

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Na noite deste domingo (17), criminosos realizaram uma tentativa de assalto à transportadora de valores Protege (antiga Proforte), na cidade de Guarapuava, no interior do Paraná. O município fica no oeste do estado, a 250 km da capital Curitiba.

Além do ataque à transportadora, os homens armados também incendiaram caminhões na rodovia que dá acesso á cidade e próximo ao 16 Batalhão da Polícia Militar, que foi atingido por diversos tiros.

De acordo com o governo do Paraná, dois policiais ficaram feridos – um na perna e outro na cabeça. Ambos não correm risco de morte. Ainda não há informações sobre os civis feridos durante a ação criminosa.

O Hospital São Vicente informou que os dois policiais feridos deram entrada na unidade de saúde.

O governo também informou que os criminosos fugiram sentido interior do estado.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, publicou no Twitter que enviou reforços da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para a cidade de Guarapuava. “Estamos em coordenação com o governo local para prover todo o apoio necessário”, escreveu.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Paraná, pelo menos quatro caminhões foram incendiados na ação. Dois deles na rodovia BR-277, na tentativa de bloquear o acesso à cidade, enquanto os outros dois próximos ao 16º Batalhão da Polícia Militar do estado.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná, o trânsito da rodovia entre o km 353 e o km 330 chegou a ser interditado. “Ocorrência atrelada a ataques de criminosos em Guarapuava iniciado 17/04/22 às 22:30 contra diversas instituições públicas e privadas”, informa a PRF.

Às 08h46 desta segunda-feira (18), a PRF informou pelo Twitter que não há mais bloqueios de rodovia na região de Guarapuava, e o trânsito está fluindo normalmente.

A Polícia Rodoviária de Ponta Grossa informou que foi acionada para auxiliar na ocorrência

A CNN entrou em contato com o grupo Protege. Em nota, a empresa afirma que “a ação criminosa contra a Base Operacional em Guarapuava (PR) não obteve êxito em acessar o cofre da empresa”.

“Nos últimos anos, robustos investimentos e aplicação de novas tecnologias ampliaram ainda mais os rígidos padrões de segurança adotados pela empresa o que, certamente, contribuiu para o insucesso da ação criminosa”, complementa o comunicado.

“É importante destacar que a Protege está totalmente comprometida em seguir colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações em curso, e reconhece o relevante trabalho das forças de segurança no enfrentamento ao bando de criminosos que atacou a cidade na madrugada desta segunda-feira”, conclui a nota.

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