“De maneira nenhuma a ajuda foi desprezada”, diz embaixador da Argentina

Em entrevista à CNN, Daniel Scioli rebate as afirmações de que o Governo Federal recusou o auxílio oferecido aos desabrigados na Bahia

Da CNN Brasil

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O embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, afirmou em entrevista à CNN na noite desta quinta-feira (30) que a resposta do governo brasileiro sobre a ajuda humanitária da Argentina às vítimas da chuva na Bahia teve “os melhores termos”, e que não pode “aceitar as declarações de que o governo do Brasil não aceita ajuda de países diferentes ideologicamente”.

“O comunicado do governo Bolsonaro foi muito claro. Disse que reconhecia a fraternidade, as relação entre os dois países e, de nenhuma maneira, se depreciou a ajuda. Pelo contrário, agradeceu e falou que no momento não era necessário.”

A fala ocorreu logo após a live semanal de Jair Bolsonaro (PL), em que o presidente agradece a ajuda da Argentina e diz que as águas na Bahia já estão baixando. Na quarta-feira, o governador da Bahia, Rui Costa (PT),havia agradecido a ajuda oferecida pela Argentina, que se comprometeu a enviar dez profissionais especializados nas áreas de água e saneamento, logística e apoio psicossocial para vítimas do desastre no estado.

Segundo o embaixador, houve uma “má interpretação maliciosa” a respeito da palavra “caro” usada por Bolsonaro, e que a expressão se relaciona à estima e à consideração da fraternidade do povo argentino.

Nesta manhã, Bolsonaro foi às redes sociais para justificar a recusa à oferta de ajuda da Argentina. Segundo o presidente, apesar do “fraterno oferecimento” da Argentina, as Forças Armadas e a Defesa Civil já estavam realizando o trabalho oferecido pelo país vizinho, afirmando que esse apoio seria “muito caro para o Brasil”.

Scioli destacou ainda as recentes relações comerciais entre o Brasil e a Argentina para mostrar que a diplomacia entre os países é harmoniosa, algo que é da vontade de ambos os governos.

O embaixador relembrou também que em um “momento muito crítico da pandemia, quando havia falta de um insumo para pacientes com Covid-19, o presidente Bolsonaro fez um exceção e facilitou a exportação para a Argentina”.

(Publicado por Thayana Nunes)

 

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