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    Defensoria cobra medidas de segurança para indígenas e agentes públicos

    Segundo a DPU, a solicitação deve ser atendida em caráter de tutela de urgência, para evitar mais assassinatos, ameaças e violência na localidade

    Região do Vale do Javari, onde Dom Phillips e Bruno Pereira foram assassinados, em junho
    Região do Vale do Javari, onde Dom Phillips e Bruno Pereira foram assassinados, em junho Comando Militar Amazônia

    Carol Queirozda CNN

    Em Manaus

    A Defensoria Pública da União (DPU) pediu à Justiça a adoção de medidas para a proteção da vida e da integridade física dos povos indígenas do Vale do Javari, no estado do Amazonas, e de agentes públicos que atuam na região. Segundo a DPU, a solicitação deve ser atendida em caráter de tutela de urgência, para evitar mais assassinatos, ameaças e violência na localidade.

    A DPU também cobrou a fiscalização –e toda a infraestrutura necessária– em toda a extensão dos rios Ituí e Itacoaí, por meio de operações integradas entre Ibama, Funai, Força Nacional e Forças Armadas.

    “Faz-se essencial que a Força Nacional de Segurança Pública, a Marinha, o Exército, o Ibama e outras instituições que detenham poder de polícia e potencial de proteção atuem em conjunto com a Funai para prevenir outros assassinatos e crimes nefastos”, destacaram os defensores.

    O pedido foi motivado após carta aberta divulgada pela Associação dos Kanamari do Vale do Javari (Akavaja), em 17 de novembro, onde são descritas novas e graves ameaças. Conforme o relato um grupo de pescadores ilegais chegaram ao local e ameaçaram uma das líderes Kanamari com uma arma apontada para seu peito.

    Os agressores disseram que a mulher está na lista dos alvos dos criminosos e que “as mortes no Vale do Javari não vão acabar até que as principais lideranças do local sejam assassinadas”.

    O ataque teria acontecido na mesma região onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram mortos em junho deste ano. Segundo a Polícia Federal, os investigados pelo duplo homicídio também teriam ligações com a atividade da pesca ilegal nas proximidades da terra indígena.