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    Justiça marca audiências com acusados de matar Bruno e Dom para janeiro de 2023

    Autoridades ressaltaram, porém, que não é possível fixar uma data para a realização do julgamento

    Indígenas protestam em Recife após assassinato de indigenista Bruno Pereira e jornalista Dom Phillips
    Indígenas protestam em Recife após assassinato de indigenista Bruno Pereira e jornalista Dom Phillips 24/06/2022 REUTERS/Diego Nigro

    Bárbara BrambilaTiago Tortellada CNN

    em São Paulo

    A Justiça Federal do Amazonas marcou para os dias 23, 24 e 25 de janeiro de 2023 as audiências de Amarildo da Costa de Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima, investigados pelo assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

    Os três homens se tornaram réus em 22 de julho deste ano e devem responder por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A nota das autoridades desta terça informa que os suspeitos seguem presos, mas que não é possível fixar data para a realização do julgamento.

    Outro ponto destacado é que outro investigado, Ruben Dario Silva Villar, também conhecido como Rubens Villar Coelho, o “Colômbia”, foi transferido para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Colômbia pagou fiança em ambos os processos em tramitação.

    Relembre o caso

    Bruno da Cunha de Araújo Pereira era indigenista e um dos maiores especialistas em indígenas que vivem em isolamento no Brasil. Pereira estava licenciado da Funai e trabalhava como assessor da Univaja. Nascido no Recife, tinha 41 anos e deixa esposa e três filhos.

    O jornalista Dom Phillips colaborava com diversos jornais no exterior, como o The New York Times, The Guardian e The Washington Post. Ele realizou diversas viagens para a Amazônia, onde fez reportagens sobre desmatamento e crimes. Ele vivia no Brasil há 15 anos e era casado com uma brasileira.

    Phillips e Pereira já haviam viajado juntos para a Amazônia e, nesta ocasião, o jornalista estava acompanhado do indigenista brasileiro para coletar dados para um livro que estava escrevendo sobre como salvar a floresta.

    No dia 5 de junho, o indigenista e o jornalista desapareceram a poucos quilômetros do Vale do Javari, que é a segunda maior reserva indígena do Brasil. Na última vez que foram vistos, eles pararam na comunidade de São Rafael, às 6h, onde tinham uma reunião marcada com o líder pescador Manoel Vitor Sabino da Costa, conhecido como “Churrasco”.

    A dupla deveria ter chegado à Atalaia do Norte duas horas depois, mas isso nunca aconteceu. Os indígenas da Univaja foram os primeiros a alertar sobre o desaparecimento e começaram as buscas às 14h.

    Em 15 de junho, um dos principais suspeitos pelo desaparecimento, Amarildo Oliveira da Costa, conhecido como “Pelado”, confessou ter participado do assassinato da dupla. Entre os dias 17 e 18, a PF confirmou o reconhecimento dos restos mortais pertencentes ao indigenista e ao jornalista.

    De acordo com a perícia, eles foram assassinados com armas de caça. Bruno Pereira foi atingido por três tiros, enquanto Dom Phillips foi morto com um tiro.

    Até o momento, a PF do Amazonas identificou oito suspeitos de terem ajudado a ocultar os corpos de Pereira e Phillips. Três suspeitos foram presos: Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”; Oseney da Costa de Oliveira, o “Dos Santos”; e Jeferson da Silva Lima, chamado de “Pelado da Dinha”.