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    Diálogos Amazônicos: manifestantes fazem ato contra exploração de petróleo na Amazônia

    Manifestação é dirigida principalmente à possível perfuração de um poço exploratório da Petrobras na bacia da Foz do Amazonas, considerado o “novo pré-sal” do país

    Com cartazes, manifestantes fizeram corpo a corpo para angariar mais apoio
    Com cartazes, manifestantes fizeram corpo a corpo para angariar mais apoio Nilson Cortinhas/CNN

    Nilson Cortinhascolaboração para a CNN

    Belém

    Manifestantes fizeram um ato contra a exploração de petróleo na região amazônica neste domingo (6) durante o Diálogos Amazônicos, evento que antecede a Cúpula da Amazônia e ocorre em Belém, no Pará.

    Com cartazes, manifestantes fizeram corpo a corpo para angariar mais apoio.

    A manifestação é dirigida principalmente ao pedido feito pela Petrobras ao Ibama que reconsidere o indeferimento da licença ambiental para perfuração de um poço exploratório no bloco FZAM059, na bacia da Foz do Amazonas, considerado o “novo pré-sal” do país.

     

     

    O caso é acompanhado pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que entrou com representação para que a Corte avalie o projeto da Petrobras de exploração de petróleo na margem equatorial brasileira.

    O cacique do povo Karipuna, Edmilson Oliveira, representante do Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque, afirmou que a insatisfação refere-se também à falta de diálogo com os povos tradicionais.

    “Estamos preocupados com esse projeto. A nossa costa tem três rios, com águas do oceano. Não estamos informados adequadamente de como se dá esse processo. Nós temos o nosso protocolo de consulta, nós exigimos a consulta!”, disse. “Quando eles falam que as terras indígenas estão fora de qualquer perigo, é motivo de preocupação porque isso não é verdade.”

    O Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque reúne 66 comunidades e mais de 15 mil indígenas.

    De acordo com o cacique, o projeto já provoca impactos. “Já estamos sofrendo. O transporte terrestre corta a terra indígena Uaçá. Estamos sofrendo os impactos aéreos, aeronovaes e helicópteros passam rasante, assustando crianças e as caças. Também estamos passando por dificuldades porque perdemos as roças por pragas. É o nosso sustento. É fonte de renda”, reatou o cacique Edmilson.

    Também presente no evento em Belém, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou, no sábado (5), que não há discussão ou impedimento do Ibama sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.

    “Obviamente, quando você não é negacionista, aquilo que a ciência e a técnica dizem importa na hora de tomar as decisões. O Ibama não dificulta, nem facilita, o Ibama tem um parecer técnico que deve ser observado”, afirmou, durante coletiva de imprensa do evento Diálogos Amazônicos, em Belém, no Pará.

    Marina também falou sobre o pedido de reavaliação da licença solicitada pela Petrobras.

    Veja também: Entenda os desafios que serão discutidos na cúpula da Amazônia