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    Dois dos quatro presos por reconhecimento facial no Rio de Janeiro são liberados

    Governo do Estado investiu R$ 18 milhões em sistema de monitoramento

    Central de monitoramento de câmeras no Rio de Janeiro
    Central de monitoramento de câmeras no Rio de Janeiro PMERJ/Divulgação

    Isabelle Salemeda CNN

    Dos quatro presos através do novo sistema de câmeras com reconhecimento facial no Rio de Janeiro, dois acabaram sendo liberados por irregularidades nas detenções.  

    Durante a audiência de custódia do argentino Silvio Gabriel Juarez, de 54 anos, nesta quinta-feira (4), a Justiça do Rio entendeu que a detenção foi ilegal, uma vez que já havia um alvará de soltura expedido após o mandado de prisão por roubo de um supermercado em 2016.   

    O argentino tinha sido preso na terça-feira (2) por agentes do Segurança Presente de Copacabana, que atenderam a um alerta emitido pelo novo sistema de reconhecimento facial.

    No Brasil desde 2014, o homem tem cinco anotações criminais por furto, roubo e tráfico de drogas e foi preso pelo menos três vezes, sendo liberado dias depois em todas elas. 

    Em nota, a Superintendência do Segurança Presente informou que, durante a prisão, os policiais realizaram consultas ao banco nacional de procurados, do Conselho Nacional de Justiça, onde havia um mandado ativo expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.

    Na delegacia de Copacabana, para onde o argentino foi levado, foi realizada uma nova busca no sistema da Polícia Civil, onde também constava o pedido de prisão. 

    Mulher presa por reconhecimento facial também é liberada

    A outra liberação foi de uma mulher, identificada como Josiete Pereira do Carmo. Ela foi presa por policiais militares do 19° Batalhão, na manhã desta quarta-feira (3) por um mandado de prisão por roubo, expedido em 2012.

    Segundo a Polícia Civil, na delegacia de Copacabana, os agentes desconfiaram que os dados em sistema poderiam estar desatualizados e confirmaram com a Vara de Execuções Penais (VEP), que informou que a prisão tinha sido revogada.  

    Os outros dois capturados pelas Forças de Segurança do Rio por meio do novo sistema são um homem, que estava foragido da Justiça desde março de 2023 e foi preso na noite de domingo (31), em Copacabana; e um outro localizado por policiais do Segurança Presente na última terça (2), também em Copacabana. 

    O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou à CNN que existe um banco de dados, validado por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disponibiliza informações sobre mandados de prisão pendentes. Este banco é aberto para consulta pública.

    A Secretaria de Segurança Pública disse que as inconsistências do sistema podem ocorrer por uma questão de atualização do banco de dados. “A Secretaria de Segurança está trabalhando para unificar e integrar esses bancos de dados (Polícia, Justiça e Governo Federal) para dar o máximo de automação a este processo”, completa a pasta em nota.

    Sobre o sistema de reconhecimento facial

    O Sistema de Videomonitoramento da Polícia Militar do Rio, em funcionamento desde o último domingo (31), é usado para detectar pessoas que estão com pendências judiciais. Desde o Réveillon, o sistema já atua na Praia de Copacabana, Arpoador e Barra da Tijuca.

    Para isso, o investimento do Governo do Estado foi de R$ 18 milhões, entre equipamentos e softwares. A previsão é que a ferramenta tenha alcance ampliado a partir deste mês de janeiro e que, para o Carnaval, esteja disponível no entorno do Sambódromo. 

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