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    “É uma decisão emblemática”, diz advogado de neta de Arlindo Cruz, que foi vítima de racismo em colégio de SP

    Maria Hellenna, de 11 anos, deve ser ouvida em audiência marcada para o próximo mês

    O sambista Arlindo Cruz
    O sambista Arlindo Cruz Reprodução/Arlindo Cruz/Instagram

    Rafael Villarroelda CNN*

    São Paulo

    A neta do sambista Arlindo Cruz, de 65 anos, que foi vítima de racismo em uma escola particular da capital paulista, deve ser ouvida em audiência marcada para 16 de julho.

    Maria Hellenna, de 11 anos, é filha de Arlindinho e da pedagoga Talita Arruda.

    O caso ocorreu enquanto a menina estava jogando voleibol, quando foram proferidas ofensas racistas, conforme informou o advogado da família, Hédio Silva Jr. à CNN.

    “É uma situação totalmente vexatória, aviatória e ultrajante”, disse Silva.

    Segundo ele, foi solicitado para que a menina preste depoimento para que o juiz tenha condições de “aquilatar a gravidade” do caso. O agressor foi expulso do colégio.

    A audiência, que será realizada no dia 16 de julho na 3ª Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi comemorada pela família de Maria Hellenna.

    “É uma decisão emblemática que nos permite assegurar com que o juiz decida tendo ouvido a criança, e essa escuta ela é fundamental”, disse.

    Para Silva, o agressor deve ser punido conforme a lei, que tipifica como ato análogo ao crime de racismo, devido ao agressor ser menor de idade, como, por exemplo, prestar serviço comunitário em ONGs que têm ligações com questões raciais.

    Hédio, que é ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo também representa a defesa da atriz Samara Felippo, no caso onde sua filha mais velha fora vítima de racismo por duas alunas dentro do colégio Vera Cruz, na zona oeste da capital paulista. O caso aconteceu em abril.

    *Sob supervisão de André Rigue