Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Enchentes no RS deixam mais de 381 mil estudantes sem aulas

    Porto Alegre, Rio Grande, Canoas, Nova Santa Rita e Pelotas suspenderam atividades até amanhã; mais de 86 mil alunos gaúchos ainda não tem previsão de retornarem para sala de aula

    Imagem aérea de São Leopoldo em meio às chuvas no Rio Grande do Sul, em 4 de maio de 2024
    Imagem aérea de São Leopoldo em meio às chuvas no Rio Grande do Sul, em 4 de maio de 2024 Digue Cardoso/Prefeitura de São Leopoldo

    Pamela Cadamuroda CNN

    São Paulo

    Com quase um mês de fortes chuvas que provocaram enchentes, deixaram 169 mortos e causaram um rastro de destruição em centenas de cidades do Rio Grande do Sul, mais de 381 mil dos 741 mil alunos da rede estadual gaúcha tiveram o ensino prejudicado pelas inundações. Os dados são do balanço divulgado nesta segunda-feira (27) pelo governo do RS.

    Ao todo, mais de 1.066 escolas foram afetadas em 251 cidades. Pelo menos 579 unidades educacionais foram danificadas pelas enchentes e 57 estão servindo de abrigo para as vítimas das cheias.

    Neste cenário, com a previsão de novas chuvas, as aulas foram suspensas nesta segunda (27) e terça-feira (28) em cinco municípios: Porto Alegre, Rio Grande, Canoas, Nova Santa Rita e Pelotas. Até agora, em outras regiões do RS, 492 mil estudantes retornaram às aulas, enquanto 227 mil ainda não voltaram para a escola. Mais de 86 mil crianças e jovens seguem sem data prevista para voltar a estudar.

    Prejuízo tão grande quanto o da pandemia

    Em entrevista ao CNN Novo Dia, a diretora de políticas educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudia Costin, explicou sobre os prejuízos para a aprendizagem dos estudantes neste momento traumático. Ela comparou os danos que suspensão das aulas pelas enchentes podem causar com o período de escolas fechadas pela pandemia.

    Segundo Cláudia, ele pode ser ainda pior do ponto de vista da educação. “Naquela época, as escolas mandavam cadernos para os alunos realizarem as atividades, assim como pelas plataformas. O problema agora é que muitos alunos e professores não tem sequer mais casa. A situação é desafiadora, embora esperemos que seja mais rápida, mas é importante que haja continuidade nas aprendizagens já que essas crianças já perderam dois anos de aulas na pandemia. Ter de novo essa situação é muito triste e difícil de lidar”, explicou.

    A evasão escolar também é uma preocupação entre os especialistas. “Depois dessa situação, é importante que as escolas façam a busca ativa dos alunos que não voltarem e tenham uma estratégia de recuperação das aprendizagens que foram perdidas, assim como a flexibilidade de um calendário expandido, por exemplo”.

    Tópicos

    Tópicos