Enem é política de Estado e não de governo, diz diretora da FGV

Exame Nacional do Ensino Médio acontece nos dias 21 e 28 de novembro com menor número de inscritos desde 2005

Da CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN realizada neste sábado (20), a diretora de Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudia Costin, falou sobre as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de integrantes do governo a respeito do Enem.

Para a diretora, a afirmação de Bolsonaro de que o Enem “teria a cara do governo” é prejudicial para o exame.

“Essas falas do presidente e do ministro da Educação trazem insegurança para os estudantes e suas famílias. Exames como o Enem, que é a segunda maior prova de acesso ao ensino superior, são calcados em critérios técnicos”.

“Acompanho o Enem desde 1998, quando foi criado, e jamais vi interferência de presidentes da república. Educação é política de Estado, e não de governo”, afirmou.

No entanto, Cláudia afirmou que as questões do Enem deste ano não correm risco de serem alteradas pelo governo federal.

“As questões que estão lá foram elaboradas em 2019 ou antes, então não há chance de ter havido interferência, com base na lei, nesse Enem em específico”.

Para Cláudia, “a geração que está na escola precisa entender o tempo que vivem e não devem haver temas que sejam tabu na escola e no Enem”.

A diretora da FGV também falou sobre o baixo número de inscritos para o exame em 2021. “O baixo número de inscritos tem a ver com o fato de que as escolas ficaram muito tempo fechadas. A sensação dos jovens foi a de que não tinham preparo para realizar a prova”, disse.

(Publicado por Evandro Furoni)

/ CNN/Reprodução

 

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