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    Enem é política de Estado e não de governo, diz presidente de associação

    À CNN, Marcus David falou da necessidade de estimular alunos da educação pública do Brasil a acreditarem no sonho da universidade

    Produzido por Layane Serranoda CNN

    em São Paulo

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    “O Enem é uma política de estado, o Enem não é política de governo”, é o que destaca o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Marcus David, em entrevista à CNN.

    As provas do exame estão marcadas para os próximos domingos (21 e 28 de novembro) em todo o Brasil.

    Às vésperas do certame, o Enem e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas da União por suposta interferência externa na elaboração das questões, o que seria o motivo de 37 funcionários do órgão que organiza o exame terem pedido demissão.

    Para Marcus, o Enem se consolidou como um instrumento fundamental na formulação de políticas de educação pública no Brasil.

    “É um mecanismo que avançou de um simples processo de avaliação do Ensino Médio para que se transformasse, também, em um processo de ingresso na educação superior.”

    O educador rebate a declaração de Jair Bolsonaro (sem partido), de que o Enem agora “tem a cara do governo”. “É claro que ele não tem que ter cara de nenhum governo. Ele tem que ter cara da sociedade brasileira”.

     

    O presidente da Andifes ressalta ainda a importância do Enem na oportunidade de mobilidade social.

    “As universidades públicas têm 50% das suas vagas reservadas para alunos egressos da educação pública, então nós precisamos estimular que estas pessoas continuem acreditando no sonho da universidade. Continuem buscando o Enem como mecanismo de ingresso a uma educação superior de qualidade que pode funcionar, efetivamente, como um vetor de transformação da vida destes jovens e de suas famílias.”

    David analisa um aspecto que se relaciona à pandemia que é o da baixa adesão ao processo de seleção unificado.

    “Sem dúvida nenhuma nos preocupa muito. Nós tínhamos uma curva de crescimento da demanda dos estudantes pelo Enem, o que mostrava que o sonho da educação superior atingia todos os seguimentos da sociedade e nós tivemos uma queda muito drástica esse ano nas inscrições.”

    E alerta. “Precisamos nos esforçar para continuar mobilizando os estudantes da educação básica para que não desistam do Enem.”

    Apesar das investigações em curso, Marcus David, diz acreditar na “segurança e lisura” das provas.

    “Nós ainda acreditamos na possibilidade de realização do Enem para todos os estudantes sem maiores transtornos”.

     

    (Publicado por Sinara Peixoto)

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