Entenda as possíveis formas de combater o crime organizado

Em entrevista à CNN, o presidente do Comitê de Segurança da Britcham afirmou que mortes não afetam as facções e destaca a necessidade do uso de inteligência e de tecnologias no enfrentamento

Da CNN Brasil
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Em entrevista à CNN, José Augusto Leal, do Comitê de Defesa e Segurança da Britcham (Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil), avaliou que o combate ao crime organizado enfrenta desafios complexos que vão além do confronto direto, exigindo estratégias integradas de inteligência e tecnologia.

A recente operação policial realizada no Rio de Janeiro resultou em mais de 120 mortes, incluindo agentes de segurança. O governo do Rio de Janeiro informou que a ação mobilizou cerca de 2.500 policiais após um ano de investigação e 60 dias de planejamento.

A integração entre as diferentes forças policiais, segundo o especialista, deve ser avaliada caso a caso. "Há momentos em que efetivamente as polícias devem atuar conjuntamente e há outros que devem atuar separadamente", pondera, ressaltando que o uso da inteligência deve ser prioridade em qualquer cenário.

Leal afirma que, apesar do uso de inteligência no planejamento, houve possível subutilização de recursos tecnológicos que poderiam ter contribuído para reduzir as baixas entre os agentes.

O especialista destaca que o emprego de drones e sistemas de bloqueio de comunicação são ferramentas cruciais para aumentar a eficácia das operações e proteger as forças policiais. "Se utilizamos sempre os mesmos métodos, dificilmente o resultado será diferente", afirma Leal.

Sobre o impacto das mortes de criminosos na estrutura do crime organizado, Leal afirma que a eliminação de membros não significa o fim das atividades criminosas.

"O crime organizado é como uma hidra, você corta uma cabeça, tem outras cabeças ali", explica, destacando que as organizações criminosas possuem protocolos e estruturas que garantem sua continuidade.

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