Flordelis se apresenta para colocar tornozeleira eletrônica

Deputada federal foi intimada às 19 horas de terça-feira (6) e tinha 48 horas para cumprir a medida determinada pela Justiça

Murillo Ferrari e Luiza Muttoni

Da CNN, em São Paulo e Rio de Janeiro

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Flordelis

Deputada federal Flordelis (PSD), acusada de envolvimento na morte do marido
Foto: Reprodução/Facebook (Flordelis)
 

A deputada federal (PSD-RJ) colocou nesta quinta-feira (8) tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada à CNN pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro.

Flordelis foi intimada às 19 horas de terça-feira (6), na casa dela em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, e deveria se apresentar em até 48 horas para que a medida fosse cumprida.

A parlamentar é acusada de ser mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho do ano passado.

Ela colocou o dispositivo na Central de Instalação de Tornozeleiras Eletrônicas, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e despistou a imprensa, que não conseguiu fazer imagens da chegada dela ao local.

Flordelis recebeu o documento de intimação em casa, na Região Oceânica de Niterói, na última terça-feira (6). O prazo de 48 horas encerrava na noite desta quinta-feira (8).

A defesa da deputada havia informado que a parlamentar iria se apresentar na quarta-feira (7), o que não aconteceu.

No dia 18 de setembro, a juíza Nearis dos Santos Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, aceitou um pedido do Ministério Público e determinou que a deputada usasse tornozeleira. Flordelis também terá que cumprir recolhimento noturno domiciliar, das 23h às 6h.

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Desde então foram feitas diversas tentativas de intimação de Flordelis para que ela cumprisse as medidas cautelares impostas, tanto no endereço em Niterói quanto no seu imóvel funcional, em Brasília.

Na semana passada, a juíza Nearis dos Santos determinou que a medida fosse cumprida até fora do expediente judicial e autorizou o uso de força policial, caso necessário.

Nearis, no entanto, negou o pedido para que Flordelis seja afastada da função pública. Ela ressalta que “o crime, aparentemente, não guarda qualquer relação com o exercício da função pública, assim como não há comprovação suficiente de que a ré esteja se valendo do cargo para qualquer fim relacionado ao presente feito.”

Na denúncia do Ministério Público, Flordelis também é descrita como a pessoa que “decidiu, planejou e executou” as tentativas de envenenamento do pastor, além de buscar cúmplices para o crime em sua própria família.

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