Focos de incêndio aumentaram cerca de 283% entre janeiro e julho no Brasil

Bioma mais afetado é o Cerrado, segundo o Inpe

Giulia Alecrim, da CNN, em São Paulo
Compartilhar matéria

O número de focos de incêndio registrados no Brasil entre janeiro e julho deste ano aumentou 283%, de acordo com dados de monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Em janeiro, o número de focos somados nas regiões do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste somaram 2.759, enquanto o mês de julho chegou a 10.591, antes mesmo do fechamento.

A estação de inverno é caracterizada como a menos chuvosa do ano, o que torna o solo seco, aumentando o risco de queimadas.

Segundo a meteorologista Maria Clara, do Climatempo, é normal que o número aumente exponencialmente com a chegada da estação seca, que começou em maio e vai até setembro.

No mapa, é possível verificar a incidência de queimadas, marcada pela cor vermelha. O bioma mais afetado é o Cerrado, com mais de 5.000 focos de incêndio no mês de julho, sendo esse número o pior para o ano.

Mas esse não é o maior para o mesmo período da série histórica, que foi em 2010, mais de 12 mil focos.

Série histórica

Apesar do aumento de 350% entre o mês de janeiro de julho, o ano de 2022 não foi o que registrou o maior número de focos no primeiro semestre.

Em 2003, 70.579 focos foram registrados nos primeiros seis meses. Confira abaixo a relação desde 1999, ano em que o Inpe começou o monitoramento:

  • 1999: 17.950
  • 2000: 15.837
  • 2001: 20.938
  • 2002: 39.324
  • 2003: 70.579
  • 2004: 66.688
  • 2005: 58.393
  • 2006: 41.315
  • 2007: 50.641
  • 2008: 29.895
  • 2009: 24.319
  • 2010: 47.255
  • 2011: 23.917
  • 2012: 35.407
  • 2013: 24.736
  • 2014: 28.040
  • 2015: 26.301
  • 2016: 44.745
  • 2017: 32.638
  • 2018: 30.150
  • 2019: 38.565
  • 2020: 40.435
  • 2021: 38.216
  • 2022: 33.261