Governo de SP adia volta das aulas presenciais para outubro

Governador João Doria (PSDB) informou que previsão é que aulas sejam normalizadas em 7 de outubro

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo

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O governo de São Paulo adiou o retorno das aulas presenciais no estado para 7 de outubro – até então, a administração de João Doria (PSDB) trabalhava com a possibilidade de retorno em 8 de setembro.

A CNN adiantou na noite de quinta-feira (6) que Doria anunciaria o atraso na volta das aulas presenciais nesta sexta-feira (7), decisão que foi confirmada pelo governador em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

“A previsão inicial, como todos sabem, era para que as aulas pudessem ser retomadas no dia 8 de setembro. A data foi adiada para 7 de outubro por recomendação do Centro de Contingência do coronavírus para garantir margem de segurança maior para as crianças, adolescentes, professores, gestores e profissionais da rede de ensino – e, obviamente, para seus familiares”, afirmou Doria.

O governador afirmou, ainda, que a partir de 8 de setembro tanto escolas públicas quanto as particulares terão a opção de reabrir para atividades de reforço escolar, recuperação e atividades opcionais desde que estejam em regiões que se encontram há pelo menos 28 dias na fase amarela do Plano SP.

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“As escolas que optarem pela reabertura terão que respeitar o limite de alunos em sala de aula e, rigorosamente, os protocolos sanitários. Esta volta gradual e responsável das atividades escolares é fundamental principalmente para crianças das camadas mais desfavorecidas da sociedade”, disse Doria. 

Ele afirmou que, nos preparativos para a retomada das atividades, a secretaria da Educação do estado já adquiriu 12 milhões de máscaras em tecido, 300 mil face shields – protetor facial de acrílico –, mais de 10 mil termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel e 121 mil litros de sabonete líquido, entre outros produtos de higiene e segurança pessoal.

Atividades de apoio

Rossieli Soares, secretário estadual da Educação, afirmou que serão dadas atividades de apoio e não aulas curriculares nas escolas que optarem por retomar atividades presenciais já em setembro. 

“Esse reforço, essa recuperação, essas atividades presenciais poderão ser realizadas olhando para o reforço e recuperação, tutoria, acolhimento, atendimento individualizado. Uma conversa muitas vezes salva vidas”, afirmou.

Ele disse que a ideia do governo é priorizar o atendimento aos estudantes que mais precisam. “As aulas continuam remotas, mas quando a escola entender que determinadas atividades são importantes, seja pela saúde mental, seja pela motivação dos alunos, (…) poderão agregar outras atividades usando o espaço para atividade presencial.”

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Soares disse que haverá um limite de até 35% dos alunos na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental e de 20% nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Também presente na entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o secretário de Educação da cidade de São Paulo, Bruno Caetano, afirmou que a Vigilância Sanitária analisará nos próximos dias os dados do município para anunciar ou não a possibilidade desse retorno de atividades presenciais de reforço já em setembro nas escolas administradas pela prefeitura.

“A cidade de São Paulo se prepara realizando um grande inquérito sorológico com as crianças. Estão sendo testadas, em quatro ondas, 6 mil crianças, alunas da rede pública municipal, para que a gente possa ter muita segurança nos dados e tenha a melhor decisão possível.”

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