Incidência da Covid-19 quadruplica entre os mais pobres, diz prefeitura de SP

Pesquisa mostra a evolução da doença na cidade

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A Prefeitura de São Paulo apresentou na tarde desta terça-feira (28) uma pesquisa que mostra que 1,32 milhão da população já foi contaminada pelo novo coronavírus na capital paulista até o dia 20 de julho. A  taxa de prevalência da doença é de 11,1%. Ainda de acordo com o levantamento, a população que tem mais risco de contrair a infecção pela Covid-19 permanece sendo pessoas da cor preta e parda, menor grau de instrução e menor renda mensal.

“O vírus está jogando luz sobre a desigualdade que nós temos na cidade de São Paulo, é 4 vezes maior a incidência de coronavírus na classe D do que quem é da classe A. Ou seja quem é mais pobre tem mais chance de pegar o vírus. É quase o dobro a incidência do vírus sobre quem tem somente o ensino fundamental do que quem tem ensino superior. A população com menos instrução pega mais o vírus na cidade de SP. E a questão da desigualdade racial: quem é da cor preta ou parda tem 60% mais chance de pegar o vírus na cidade do quem é da cor branca”, afirmou o prefeito Bruno Covas (PSDB) durante coletiva de imprensa.

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O estudo também mostra que a Zona Sul concentra a maior parte dos casos, com 16,1% de prevalência, seguida da Zona Leste que tem 13,3% da população que teve contato com o vírus. Além disso, pessoas com mais de 65 anos, que já estão no grupo de risco, estão se infectando nesta fase do mapeamento.

De acordo com a prefeitura, a pesquisa é feita a partir do exame sorológico, que avalia a presença de anticorpos específicos contra o novo coronavírus. Portanto, identifica casos passados da doença. Ele é usado para mapear a porcentagem da população que já teve contato com o vírus. Ao todo, serão nove etapas do inquérito sorológico. 

(Edição: Leonardo Lellis)

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