Injeção letal no DF: Não há semelhança entre as vítimas, diz delegado

Em entrevista ao Bastidores CNN, Maurício Iacozzilli, delegado da Polícia Civil do DF, afirma que as três pessoas atacadas com desinfetante na UTI do Hospital Anchieta não apresentam características em comum

Da CNN Brasil
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A Polícia Civil do Distrito Federal continua investigando o caso dos técnicos de enfermagem que injetaram desinfetante em três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Segundo o delegado responsável pela investigação, Maurício Iacozzilli, em entrevista ao Bastidores CNN, ainda não foi identificada qualquer semelhança entre as vítimas do ataque.

O delegado explicou que as vítimas têm perfis completamente distintos. "A princípio ainda não foi detectada nenhuma semelhança entre as vítimas. São pessoas de famílias diferentes, de origens diferentes, profissões diferentes, então, ainda não para a gente falar com certeza qual foi a motivação", afirmou Iacozzilli.

O caso, que chocou a população do Distrito Federal, envolve uma mulher e dois homens, com idades variadas, que foram atacados enquanto estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva. As motivações para os crimes ainda permanecem desconhecidas, o que dificulta o andamento das investigações.

Investigação em andamento

O delegado ressaltou que a motivação dos crimes ainda é desconhecida e que será necessário aguardar os resultados de perícias técnicas para esclarecer o caso completamente. "A motivação ainda não dá para a gente falar qual foi, com certeza, razão pela qual a gente vai aguardar o desfecho dos laudos periciais, dos equipamentos eletrônicos", explicou.

Iacozzilli mencionou que a análise dos equipamentos eletrônicos apreendidos pode ser fundamental para esclarecer o que ele chamou de "última peça do quebra-cabeça", referindo-se à motivação que levou os técnicos de enfermagem a cometerem tais atos. "Para que a gente possa, então, finalizar realmente o que aconteceu com essa última peça do quebra-cabeça, que foi a motivação dessas pessoas terem agido dessa forma", concluiu.

O que dizem as partes

A defesa técnica de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo enfatiza o princípio constitucional da presunção de inocência, destacando que o caso ainda se encontra em fase de inquérito e que não há uma sentença condenatória ou denúncia formalizada. Em nota oficial, os advogados classificam as informações divulgadas como "narrativas especulativas" que antecipam um juízo de culpa indevido.

A CNN Brasil tenta contato com as defesas de Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. O espaço segue aberto.

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