Instituto Vida Livre, no Rio, reintegra mais de 1200 animais à natureza

De acordo com Renctas, em cada 20 animais capturados pelo tráfico ilegal no Brasil, apenas um é resgatado pelo Ibama ou em operações da Polícia Federal

Ver um animal capturado ilegalmente voltando ao habitat natural ainda é algo raro no Brasil
Ver um animal capturado ilegalmente voltando ao habitat natural ainda é algo raro no Brasil Divulgação/Instituto Vida Livre

Adriana Freitasda CNN

no Rio de Janeiro

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Neste ano de 2021, o Instituto Vida Livre, no Rio de Janeiro, conseguiu tratar e reintegrar à natureza mais de 1200 animais, a maioria pássaros, encaminhados após apreensões do Ibama, pelo estado. Mas ver um animal capturado ilegalmente voltando ao habitat natural ainda é algo raro no Brasil.

Pelas estimativas da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), em cada 20 animais capturados apenas um é resgatado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) ou em operações da Polícia Federal e, de cada dez animais transportados pelo tráfico, nove morrem no trajeto até comprador.

De acordo com a Renctas, mais de 38 milhões de mamíferos, repteis, anfíbios e aves são retirados das matas brasileiras todos os anos para o comércio ilegal, além de 60 milhões peixes ornamentais da Amazônia que vão para o mercado asiático.

Atualmente, esse comércio acontece em grande parte pelas redes sociais. Renctas identificou 250 grupos que negociavam animais silvestres. Além de ser um dos maiores exportadores desse comércio ilegal, o Brasil se tornou um grande importador de animais da África e da Austrália, principalmente de animais venenosos.

Este ano, o Ibama e a Polícia Federal realizaram algumas operações contra o tráfico ilegal. Em julho, a PF e o IBAMA, junto com a INTERPOL, prenderam um biólogo russo, que fazia parte de uma complexa rede internacional de tráfico de animais silvestres.

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