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    “Isso é fruto de mudanças climáticas”, diz diretor do CENAD sobre as chuvas no país

    No Espírito Santo, pelo menos 19 pessoas morreram devido aos temporais; no Rio de Janeiro, foram oito mortos

    Duda Cambraiada CNN

    Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (25), Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), afirmou que, apesar dos órgãos de meteorologia terem alertado sobre os fortes temporais do final de semana, alguns locais tiveram acumulados acima do esperado.

    “No Espírito Santo, a gente esperava uma chuva de 100 milímetros, e choveu 300 milímetros. Isso é fruto de mudanças climáticas e situações que geram cada vez mais acumulados em regiões onde não tinha chuvas dessa magnitude”, afirmou Braun.

    No Espírito Santo (ES), pelo menos 19 pessoas morreram devido às chuvas, outras seis continuam desaparecidas. Já no Rio de Janeiro, foram oito mortes no estado.

    A Defesa Civil nacional ainda acompanha a situação no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. “Nesse momento, qualquer alerta de chuva é muito importante porque o solo está muito encharcado, os rios estão cheios e as cidades foram muito afetadas”, explica Braun.

    Para o diretor do CENAD, a maior orientação para a população nesse momento é ficar de olho nos alertas da Defesa Civil. “Estamos investindo muito em sistema de alertas, mas também precisa de uma conscientização da população para fazer os cadastros e os municípios precisam ter a Defesa Civil bem estruturada, as prefeituras precisam investir nesse serviço, que ajuda a salvar vidas”, afirma.

    Armin acredita que muitas vidas foram salvas neste final de semana devido ao trabalho articulado da imprensa, dos centros de meteorologia e do sistema da Defesa Civil. “O importante é ter essa capacidade de trabalho em conjunto. Nós temos eventos cada vez mais eventos extremos, o volume da chuva tá cada vez maior e o intervalo entre elas, menor”, explica.

    Depois da chuva, que afeta a Região Sudeste desde quinta-feira (21), “a fase agora é de socorro e assistência, indo para uma fase de rescaldo e de reestabelecimento dos serviços essenciais”, relata Armin.