Justiça determina prisão a policiais que espancaram jovens no ABC paulista

Violência ocorreu na madrugada de ontem (27) em Santo André, no ABC Paulista

Agressão de PM a mulher
Agressão de PM a mulher Reprodução

Marcos Guedesda CNN

em São Paulo

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A Justiça Militar do Estado de São Paulo determinou a prisão preventiva de quatro dos sete policiais envolvidos no espancamento de jovens ocorrido na madrugada de ontem (27) em Santo André, no ABC Paulista.

De acordo com a Polícia Militar (PM), dois sargentos, um homem e uma mulher, e dois soldados homens, que atuaram diretamente no caso, fizeram os exames no Hospital da Polícia Militar e já foram encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes, localizado na Zona Norte de São Paulo.

A investigação que terminou com o pedido de prisão preventiva foi feita pela própria corregedoria da Polícia Militar, que ouviu todos os envolvidos ainda na sexta-feira (27). A ordem de prisão foi emitida nesta tarde de sábado (28) pelo Juiz Marcos Fernando Theodoro, da 3ª Auditoria Militar.

A CNN teve acesso à decisão do juiz, que menciona “uma série de agressões praticadas pelos policiais militares investigados contra os três civis. Ali se observam socos, gravatas, arrastamentos e empurrões dotados de força e que foram aplicados contra os civis. No vídeo se pode ouvir o “barulho das pancadas”, explica.

Em outro trecho do documento, o magistrado detalha a participação de cada policial nas cenas de agressão e justifica a prisão de um sargento, que mesmo sem sido filmado praticando agressões, “era a Comandante de Grupo de Patrulha (CGP), militar que tinha o dever de coibir esses atos de violência.”

O caso ganhou repercussão após imagens gravadas por moradores registrarem o momento em que pelo menos dois homens e uma mulher são agredidos por policiais depois de uma abordagem. Em nota, a PM informou que o conflito começou após os agentes serem verbalmente ofendidos pela família das vítimas.

Dados obtidos pela CNN mostram que somente no ano de 2021, 69 casos seguem em apuração na ouvidoria da Polícia Militar sobre sobre possíveis agressões praticadas por policiais militares em serviço.

A defesa dos militares não foi localizada para comentar o caso.

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