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    Justiça determina quebra de sigilo bancário da cervejaria Backer

    No início do ano, dezenas de pessoas foram intoxicadas e hospitalizadas após consumirem cervejas da marca. Ao menos sete morreram

    Tanques da cervejaria Backer, de Minas Gerais
    Tanques da cervejaria Backer, de Minas Gerais Foto: Reprodução/Instagram @cervejariabacker (7.out.2019)

    Da CNN,

    em São Paulo

    A 23ª Vara Cível de Belo Horizonte autorizou a requisição de dados bancários referentes à pessoa jurídica da cervejaria Backer nos últimos 12 meses. No início do ano, dezenas de pessoas foram intoxicadas e hospitalizadas após consumirem cervejas da marca. Ao menos sete morreram.

    A decisão de quebra de sigilo da companhia atende a pedido do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG). O órgão argumentou que há possibilidade de os sócios da Backer estarem tentando ocultar patrimônio, transferindo sua propriedade, tendo ciência de ação judicial contra eles.

    Segundo o MP, a alienação de imóveis indicava não só conduta em desacordo com a boa-fé objetiva material e processual, mas também poderia permitir “o reconhecimento da fraude e do cometimento de ato atentatório à dignidade da justiça, máxime, quando se trata de tutela coletiva”.

    O juízo, observando que os sócios, na condição de pessoas físicas, ainda não foram citados, concedeu em parte o pedido do Ministério Público para, com as cautelas legais e a preservação do sigilo dos dados no processo, requisitar os referidos dados bancários às instituições financeiras nos últimos 12 meses.

    O Ministério Público citou, ainda, outras condutas dos sócios que sugeriam tentativas de ocultar bens, como alterações contratuais e os baixos montantes disponíveis para bloqueio. De acordo com o MP, nas contas bancárias da Cervejaria Três Lobos “foi encontrado apenas um valor ínfimo, levando-se em conta o porte da empresa”.

    Sendo assim, defendeu, havia indicação de operações suspeitas, como as registradas em cartórios, dando conta de alienação de imóvel, com escritura pública lavrada em 13/02/20; e outras, com protocolos datados de 17/02/20, tendo estas como alienante Empreendimentos Khalil Ltda.

    Na decisão, o juiz ressaltou que várias vítimas têm demonstrado que foram acometidas pela síndrome nefroneural, estando hoje com dificuldades para custear o tratamento de saúde e manter a própria vida digna.