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    Justiça do Rio determina transferência do miliciano Zinho para presídio federal fora do estado

    Luís Antonio da Silva Braga, o Zinho, é acusado de ser o líder da maior milícia da zona oeste do Rio; ainda não há informações sobre quando e para onde os réus serão levados

    Miliciano Zinho, preso pela Polícia Federal
    Miliciano Zinho, preso pela Polícia Federal Divulgação

    Rafael Villarroelda CNN*

    A 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinou na noite desta quinta-feira (22) a transferência do miliciano Zinho, apontado como líder da maior milícia da zona Oeste carioca, para um presídio federal, considerados de segurança máxima.

    Além de Zinho, Marcelo de Luna Braga, o Boquinha, também será transferido. Boquinha também é acusado de fazer parte da milícia de Zinho, conhecida como “Família Braga” ou “Bonde do Zinho”.

    Na decisão, o Ministério Público do Rio de Janeiro destacou a periculosidade dos acusados, além do risco de suas presenças no estado do Rio para a sociedade.

    A juíza que assinou a decisão, e não teve o nome divulgado, também determinou a inclusão dos réus em regime disciplinar diferenciado, o chamado RDD. Atualmente, Zinho se encontra preso no presídio Laércio da Costa Pellegrino, ou Bangu 1, no Complexo de Gericinó, na zona Oeste carioca.

    O RDD inclui a permanência dos suspeitos em celas individuais, com limitações ao direito de visitas, assim como às saídas de cela.

    Ainda não há informações sobre quando e para onde os réus serão levados. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, a Seap, e a Polícia Federal, deverão ser responsáveis pela escolta dos custodiados para sistema prisional federal.

    “Ressalta-se que os grupos de milícia instalados neste Estado, fortemente estruturados e ostentando capilaridade por todo país e até no exterior, vem, diuturnamente, protagonizando o terror infligido, em especial, aos moradores de comunidades carentes, deles fazendo reféns e gerando situação de instabilidade por anos e sem descanso. Tudo isso já aponta para o grave e concreto risco que a permanência do referido réu em solo fluminense representa à continuidade das políticas de segurança pública em desenvolvimento no Estado”, disse a decisão.

    Zinho estava foragido desde 2018, e se entregou à PF em 24 de dezembro do ano passado, após a Operação Batismo.