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    Lia Bock: O caso Mariana Ferrer e o machismo no judiciário brasileiro

    Assunto ganhou destaque após o vazamento de trechos da audiência do julgamento, na qual a blogueira parecia estar sendo julgada pelo advogado do acusado

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    No Manual do Mundo Moderno desta quarta-feira (4), na CNN Rádio, Lia Bock comentou sobre o julgamento envolvendo a blogueira Mariana Ferrer, que disse que foi estuprada por um homem o qual depois descobriu-se, com a ajuda de câmeras de segurança, ser o empresário André Camargo Aranha. No julgamento, ele acabou sendo absolvido da acusação.

    Lia afirmou que há muita indignação e desinformação na internet sobre o caso. Mas o assunto ganhou ainda mais destaque após o vazamento de trechos da audiência, na qual Mariana parecia estar sendo julgada pelo advogado de André.

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    Cartela Manual do Mundo Moderno (Rádio CNN)
    Lia Bock comanda o Manual do Mundo Moderno na Rádio CNN
    Foto: CNN Brasil

    A blogueira foi questionada por supostamente postar fotos sensuais nas redes sociais e ter uma conduta promíscua. “A gente tem que se perguntar: o que isso tem a ver com o caso de ela ter sido estuprada?”, questionou Lia.

    Ela afirmou que quando são expostos detalhes da vida, da intimidade e do comportamento de Mariana, “querendo desqualificá-la, parece que estão tentando justificar alguma coisa”.

    “A gente já tem total consciência. A mulher pode estar nua, deitada na cama, ao lado de um sujeito, pode ser a rainha da selfie sensual. Se ela disse ‘não’ e o cara seguiu com o ato sexual, é estupro”, declarou Lia. “Independe do comportamento dela, da roupa que estava usando, do jeito como ela se comportou, das fotos que fez, se pousou para revista, se não pousou, com quantos caras saiu na vida… Isso não tem nada a ver” com o caso.

    Lia também destacou que o “sistema judicial brasileiro ainda se apega a esse tipo de coisa”. “O machismo está arraigado no nosso sistema judicial”, disse ela. “Uma mulher que é estuprada ou vítima de algum crime sexual é julgada desde o primeiro momento.”

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