Liberação do uso de máscaras de proteção vai ser debatido no Rio de Janeiro

Existe a possibilidade de dispensar a obrigatoriedade para alguns grupos da população; tema será analisado pelo comitê científico

Isabelle Saleme e Pauline Almeida, da CNN, no Rio de Janeiro

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O uso do principal equipamento de proteção contra o coronavírus adotado no país até o momento será debatido no próximo dia 18 pelo comitê científico de enfrentamento à Covid-19 do Rio de Janeiro. Existe a possibilidade de dispensar a obrigatoriedade de máscaras para alguns grupos da população. A informação é do Secretário Municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz. No momento, no entanto, a máscara facial segue obrigatória para todos.

O prefeito Eduardo Paes (DEM), no entanto, não quis comentar o assunto. “Meu papel aqui é chamar atenção da sociedade para que ela trabalhe conosco, essa é uma missão, uma função, uma tarefa coletiva. Governo não é babá das pessoas. Governo instrui, auxilia, eventualmente aplica uma sanção se certas regras não são cumpridas. Mas num tema como esse, que exige que toda a população participe, é fundamental que as pessoas colaborem. Nós não conseguimos fiscalizar a atitude de cada cidadão”, afirmou.

 

Rio vai debater a obrigatoriedade do uso de máscaras
Rio vai debater a obrigatoriedade do uso de máscaras
Foto: Peter Ilicciev/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Eduardo Paes disse, também, que a praia não é a maior preocupação dele com relação ao contágio pelo coronavírus. “O que eu ouço dos especialistas é que os espaços abertos são mais seguros, tanto que a gente vai abrir área de lazer. Havendo conscientização, havendo respeito às regras, eu acho que o espaço aberto é, isso os técnicos dizem, confesso que eu não conheço nada de vírus, mas de espaço ao livre, são espaços mais seguros que espaços fechados”, afirmou.

Em coletiva, o prefeito continuou defendendo a fiscalização por amostragem. Durante uma outra entrevista, nesta quarta-feira (13), foi explicado que a prefeitura vai escolher alguns bares, quiosques e boates da cidade, em locais de risco mais alto de contaminação, para uma atuação mais eficaz. A atenção maior será aos bairros em que o risco de contaminação é muito alto, de acordo com o boletim epidemiológico mais atualizado, e começar a orientar os frequentadores dos locais sobre as medidas. Em caso de desrespeito aos protocolos, o prefeito garantiu que pode mandar fechar os estabelecimentos. Em caso de risco muito alto de contaminação, shoppings (exceto setor de delivery), boates, museus, feiras livres e academias deverão ficar fechados.

O último mapa divulgado pela prefeitura mostrou que nenhuma das 33 Regiões Administrativas está com o risco muito alto. Um novo boletim será divulgado na próxima sexta-feira (15).

Sobre a vacinação, Paes disse que espera que a data de início seja divulgada em breve pelo Ministério da Saúde. No entanto, voltou a defender que o Rio de Janeiro está pronto para receber e aplicar as primeiras doses. O prefeito acredita que, com os imunizantes de Oxford e do Butantan, o Plano Nacional de Imunização vai correr tranquilamente, como é tradicional no Brasil.

 

Paes atendeu aos jornalistas depois da cerimônia de posse do comandante da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, inspetor geral José Ricardo Soares da Silva. Com 37 anos de serviços públicos prestados, sendo 29 deles dedicados à Prefeitura do Rio, José Ricardo tinha sido nomeado chefe da Guarda Municipal pelo ex-prefeito Marcelo Crivella, no dia 3 de abril de 2020, e foi mantido no cargo por Eduardo Paes. Ele, que é formado em Letras e pós-graduado em Gestão em Segurança Pública, é o segundo guarda municipal de carreira a assumir o mais alto cargo da instituição.

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