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    Líder de quadrilha suspeita de movimentar mais de R$ 243 milhões comprou Porsche de Daniel Alves

    MP-AL deflagrou operação e cumpriu cinco mandados de prisão, além de oito mandados de busca e apreensão

    Porsche pertenceu a Daniel Alves
    Porsche pertenceu a Daniel Alves MP-AL

    Rafael Villarroelda CNN*

    São Paulo

    O advogado Frederico Benigno Simões, apontado como líder da quadrilha, foi um dos cinco presos durante uma operação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) realizada nesta quinta-feira (16). Todos são acusados dos crimes de peculato, fraude em licitações e contratos, falsidade ideológica, desvio e lavagem de dinheiro público.

    Segundo as investigações, Simões também comprou um Porsche vermelho, modelo Carrera 911, ano 2021, do ex-jogador Daniel Alves. O carro foi comprado e recebido por Frederico, mas continua no nome do jogador e não foi transferido para posse oficial da quadrilha.

    O veículo, avaliado em R$ 828 mil, foi apreendido em Petrolina (PE), onde mora Frederico. Além de Petrolina (PE), foram cumpridos mandados na capital alagoana, Maceió, e na cidade de Japaratinga (AL).

    Operação Maligno

    Durante o cumprimento dos mandados, além das prisões, o MP apreendeu R$ 649 mil somente em um dos alvos, dados telemáticos e automóveis de luxo, como a Porsche, além do sequestro de um Hotel Fazenda, na cidade de Sento Sé, na Bahia, pertencente a um dos integrantes do grupo.

    A principal empresa alvo da operação, batizada de Maligno, é do advogado e de sua esposa, Hianne Maria da Costa Pinto, cuja cooperativa de fachada oferecia, dentre outras coisas, serviços típicos e obrigatórios da administração pública, como coleta de resíduos sólidos, limpeza de ruas, praças e avenidas, e profissionais para trabalharem como coveiro, motorista, vigia, gari, merendeira, veterinária, diretora escolar, médico veterinário, chefe de gabinete, assessor institucional, repórter e, até mesmo, fiscal de tributos.

    O Ministério Público ainda conseguiu que a 17ª Vara Criminal da Capital determinasse o bloqueio e sequestro de bens dos denunciados no valor de R$ 46 milhões.

    Desses R$ 46 milhões, houve movimentações atípicas, que, segundo o MP, seriam especificamente para a lavagem de dinheiro público. A operação contou com o apoio operacional de policiais militares dos Batalhões de Trânsito, Rodoviário e Ambiental de Alagoas e das Polícias Militar e Civil de Pernambuco.

    (*Sob supervisão de Felipe Andrade)