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    Mata Atlântica teve mais de 6,7 mil hectares desmatados em 2021

    Dados são de quatro bacias hidrográficas; entre as principais causas do desflorestamento, estão a agropecuária e a expansão urbana

    Vinícius Tadeuda CNN

    Em São Paulo

    No ano passado, a Mata Atlântica teve 6.739 hectares de sua área desmatada. Cada hectare corresponde, em média, à área de um campo de futebol. Os dados são de um relatório produzido pela fundação SOS Mata Atlântica, a Arcplan e o MapBiomas por meio do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), que monitora e coleta informações sobre o desflorestamento na região.

    A plataforma identifica e reporta desmatamentos de áreas a partir de 0,3 hectare, que são monitoradas por meio de imagens de satélite de alta resolução e produzem alertas mensais para o apoio em tomadas de decisão de órgãos fiscalizadores responsáveis.

    As áreas desmatadas foram identificadas em quatro bacias hidrográficas: a do Rio Tietê, em São Paulo; do Rio Iguaçu, no Paraná, do Rio Jequitinhonha, que fica entre Bahia e Minas Gerais e dos Rios Miranda e Aquidauana, na região do município de Bonito, no Mato Grosso do Sul.

    Ao todo, foram registrados 1.103 alertas de desmatamento, a maioria deles em áreas rurais. Entre as principais causas do intenso desmatamento, estão a agropecuária (93,7%) e a expansão urbana (6,3%).

    A região que foi mais afetada foi a do município de Bonito, onde foram registrados 137 alertas e 3.223 hectares desmatados. Em seguida, a bacia do Rio Jequitinhonha teve a segunda maior área desmatada, com 2.212 hectares. Na bacia do Rio Tietê, na Mata Atlântica do estado de São Paulo, foram 144 hectares de desmatamento.

    A SOS Mata Atlântica alerta que o tamanho média de cada área desmatada na região vem diminuindo ao longo dos anos, fazendo com que perdas inferiores a três hectares em florestas nativas jovens se tornem mais comuns.

    Procurada pela CNN, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo afirma que o estado continua com desmatamento abaixo de cem hectares, o que é considerado zero pelos especialistas. Ainda de acordo com a nota, o inventário florestal mostrou um aumento de 5% de vegetação nativa nos últimos 10 anos, e conclui que o programa Refloresta SP, lançado no fim de 2021, vai restaurar mais de 1,5 milhão de hectares em áreas degradadas;