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    Metrô convoca trabalhadores individualmente e cogita até demitir quem faltar

    Paralisação teve início nesta terça-feira (28) e deve durar 24 horas

    Paralisação afeta linhas do metrô, trem e monotrilho
    Paralisação afeta linhas do metrô, trem e monotrilho Ettore Chiereguini/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

    Raquel Landimda CNN

    O Metrô de São Paulo está convocando individualmente os trabalhadores para minimizar o impacto da greve e cogita medidas disciplinares para quem faltar, o que pode incluir até a demissão, conforme fontes da empresa.

    A CNN teve acesso ao comunicado que foi enviado aos empregados do metrô. No documento, a estatal lembra que a Justiça concedeu uma liminar que garante 80% dos serviços nos horários de pico e 60% nos demais horários.

    “Assim, para dar cumprimento à ordem judicial, os trabalhadores constantes desse link devem se apresentar para cumprir suas jornadas de trabalhar”, diz a mensagem.

    Veja também: Governo de SP entra na Justiça contra greve no transporte público

    A companhia esclarece ainda que que o critério de convocação respeita o critério de antiguidade ou tempo de casa. A polícia foi convocada para garantir a entrada dos trabalhadores nas estações, mas orientada a não usar violência.

    Comunidado do Metrô aos empregados. Estatal lembra que a Justiça concedeu liminar que garante maior parte do funcionamento dos serviços nos horários de pico / Reprodução

    Segundo apurou a CNN, a estratégia de individualizar visa tentar evitar o descumprimento da decisão judicial, o que ocorreu nas duas greves anteriores. A justiça do Trabalho determinou que a greve era política e estabeleceu percentuais mínimos, mas os trabalhadores não compareceram.

    Com a convocação, seria possível tomar providências administrativas contra os funcionários convocados, eventualmente até demissões, caso eles não sejam impedidos pelos grevistas de chegar até o trabalho.