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    Metrô e CPTM não têm perspectivas de funcionar; situação será reavaliada às 14 h

    Funcionamento nas linhas não deve ser retomado por falta de pessoal, segundo o presidente da CPTM

    Grvee atinge quatro linhas do Metrô e cinco da CPTM
    Grvee atinge quatro linhas do Metrô e cinco da CPTM ETTORE CHIEREGUINI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

    Flávio Ismerimda CNN São Paulo

    Os presidentes da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô-SP) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afirmaram, na manhã desta terça-feira (3), que ainda não há qualquer perspectiva de retomada dos serviços paralisados pela greve.

    Conforme disse Pedro Moro, presidente da CPTM, durante coletiva de imprensa convocada nesta terça-feira pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), as linhas de trem que não funcionam ou funcionam parcialmente nesta terça não devem voltar a funcionar por falta de pessoal.

    “Não há nenhuma perspectiva de outras linhas voltarem a funcionar por falta de contingente para isso”, declarou.

    Já o presidente do Metrô, Julio Castiglioni, afirmou que as 4 linhas paralisadas não devem voltar a funcionar normalmente, pelo menos, até 14h desta terça.

    “As linhas 1, 2, 3 e 15 estão sem previsão de funcionamento até as 14h. Também não há um bom prognóstico após este período.”

    Veja, a seguir, quais linhas estão em funcionamento e quais estão paralisadas.

    Linhas em funcionamento:

    • Linha 4–Amarela (metrô/ViaQuatro): de Vila Sônia até Luz
    • Linha 5–Lilás (metrô/ViaMobilidade): de Capão Redondo até Chácara Klabin
    • Linha 8–Diamante (trem/ViaMobilidade): de Itapevi até Júlio Prestes
    • Linha 7–Rubi (CPTM): de Luz até Caieiras (Operação Parcial)
    • Linha 9–Esmeralda (trem/ViaMobilidade): de Osasco até Bruno Covas/Mendes–Vila Natal
    • Linha 11–Coral (CPTM): de Luz até Guaianases (Operação Parcial)

    Linhas paralisadas:

    • Linha 1–Azul (Metrô)
    • Linha 2–Verde (Metrô)
    • Linha 3–Vermelha (Metrô)
    • Linha 15–Prata (Metrô)
    • Linha 10–Turquesa (CPTM)
    • Linha 12–Safira (CPTM)
    • Linha 13–Jade (CPTM)

    O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região determinou a manutenção dos serviços de transporte em 100% nos horários de pico e 80% nos demais períodos. No entanto, a paralisação está sendo mantida.

    Por causa da greve, o rodízio de veículos foi suspenso pela Prefeitura de São Paulo, que ainda determinou toda a frota de ônibus esteja rodando durante todo o dia, e ampliou o itinerário ou reforçou as frotas de algumas linhas municipais de ônibus.

    Sindicatos fazem greve contra privatizações

    A paralisação das categorias acontece para protestar contra as concessões, terceirizações e privatizações que foram propostas pelo governo estadual.

    O Sindicato dos Metroviários afirma que o direito à greve é constitucional.

    “Cabe aos trabalhadores definirem os interesses pertinentes às suas categorias. Os trabalhadores do transporte e da água prestam serviços públicos e queremos que esses serviços permaneçam sendo públicos e de qualidade”, cita.

    O Sindicato dos Ferroviários explica que “os trabalhadores estão dando um basta nesse processo pernicioso que é a privatização do transporte público metroferroviário em São Paulo! Basta: a população está sofrendo com a queda na qualidade dos serviços prestados nas linhas concedidas”.

    Governo diz que greve é “ilegal e abusiva”

    governo de São Paulo afirmou, na última segunda-feira (2), que a greve do Metrô, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e da Sabesp é “ilegal e abusiva”.

    “É absolutamente injustificável que um instrumento constitucional de defesa dos trabalhadores seja sequestrado por sindicatos para ataques políticos e ideológicos à atual gestão”, disse a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) em nota.

    Segundo o comunicado, a greve não foi convocada para reivindicar questões salariais ou trabalhistas, “mas, sim, para que os sindicatos atuem, de forma totalmente irresponsável e antidemocrática, para se opor a uma pauta de governo que foi defendida e legitimamente respaldada nas urnas”.

    Veja também: Decisão da Justiça que proíbe greve no Metrô de São Paulo chama movimento de “político”