Moradores que denunciaram agressões da PM em SP dizem ter sido alvo de atentado

Pelo menos cinco tiros foram disparados nesta madrugada (30) na direção da casa de moradores

Agressão de PM a mulher
Agressão de PM a mulher Reprodução

Marcos Guedesda CNN

Em São Paulo

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Pelo menos cinco tiros foram disparados nesta madrugada (30) na direção da casa de moradores que denunciaram a agressão de policiais militares ocorrida três dias antes em Santo André, no ABC Paulista, segundo testemunhas. Ninguém ficou ferido.

De acordo com moradores, por volta das 2h, todos acordaram assustados com os disparos. Os projéteis atravessaram o portão da garagem, atingiram um dos veículos da família e acertaram as paredes internas do imóvel. “Se estivéssemos sentados na garagem, teríamos morrido”, relatou uma das moradoras.

A Polícia Militar disse que recebeu ligações informando sobre os disparos, que encaminhou viaturas para o local, mas que até agora tenta encontrar alguma evidência do crime. O caso foi encaminhado ao 1° Distrito Policial de Santo André para investigação.

As vítimas acreditam em retaliação por conta da denúncia que terminou na prisão de quatro militares. “Acordamos todos assustados. A impressão é de que uma retaliação está começando”.

Outro morador relatou que viu uma moto preta saindo após os disparos e dizendo palavras ameaçadoras contra a família. Nesta tarde, as vítimas foram encaminhadas à Corregedoria da Polícia Militar para prestar novos esclarecimentos.

Para Arnóbio Rocha, Coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB São Paulo, “há uma aparência de que foi retaliação e isso gera um pedido mais veemente de investigação e proteção para a família”.

Ele informou que a subseção da OAB em Santo André já está acompanhando o caso.

O caso

Durante uma abordagem policial ocorrida na madrugada do dia 27, pelo menos sete policiais espancaram moradores de um imóvel localizado no bairro Vila Sacadura Cabral, em Santo André, no ABC Paulista.

As imagens das agressões que mostram o espancamento, com socos, pontapés e tentativas de estrangulamento foram encaminhadas à corregedoria da PM, que pediu a prisão preventiva dos envolvidos.

No último sábado (28), a Justiça Militar decretou a prisão de quatro policiais, que seguem detidos no presídio Romão Gomes.

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