Mourão diz que eventual mandante de mortes de Dom e Bruno “deve ser comerciante”

Mourão também disse que os assassinatos foram motivados pelas ações do indigenista e não do jornalista

Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão
Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão Romerio Cunha/Divulgação

Brenda Silvada CNN*

Ouvir notícia

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (20) que, caso haja um mandante das mortes do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, deve ser um “comerciante da área que estava se sentindo prejudicado”.

“Ninguém fica feliz com uma morte estúpida como aconteceu com o Bruno e o Dom. Agora, é uma região pobre, Atalaia do Norte, município de 20 mil habitantes com carência inúmeras, vive de um pequeno comércio, do fundo de participação de município. Essas pessoas que assassinaram covardemente os dois são ribeirinhos, gente que vive ali no limite de ter acesso a melhores condições de vida e vive da pesca”, disse Mourão.

Mourão também disse que os assassinatos foram motivados pelas ações de Bruno e não de Dom: “O Dom entrou de gaiato nessa história, foi dano colateral”.

Segundo o vice-presidente, o crime deve ter ocorrido num domingo e por ingestão de bebida alcoólica. “Domingo a turma bebe, se embriaga, mesma coisa que acontece na periferia das grandes cidades. […] Deve ter acontecido a mesma coisa lá”, afirmou.

As declarações foram dadas um dia após a embarcação em que viajavam Dom e Bruno ter sido encontrada por equipes de buscas. Segundo o comitê de crise coordenado pela Polícia Federal, bombeiros e militares da Marinha localizaram a embarcação na região de Atalaia do Norte (AM) afundada, como tentativa de ocultação do crime.

Até o momento, três suspeitos foram presos pela morte de Bruno e Dom. São eles: Amarildo da Costa de Oliveira, 41, conhecido como “Pelado”; Oseney da Costa de Oliveira, 41, o “Dos Santos”; e Jeferson da Silva Lima, chamado de “Pelado da Dinha”. Em comunicado divulgado no domingo (19), a PF informou que as investigações continuam.

*sob supervisão de Noeli Menezes

Mais Recentes da CNN