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    “Não são gente”, diz homem nocauteado por bandidos em Copacabana

    Marcelo Benchimol disse que viu uma mulher sendo assaltada e tentou defendê-la, quando passou a ser alvo dos criminosos; apesar de ter desmaiado, ele não teve ferimentos graves

    Marcelo Rubim Benchimol prestou depoimento nesta segunda-feira (4)
    Marcelo Rubim Benchimol prestou depoimento nesta segunda-feira (4) Cleber Rodrigues/CNN

    Cleber Rodriguesda CNN

    No Rio de Janeiro

    O idoso nocauteado por assaltantes em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro no último sábado (2), prestou depoimento nesta segunda-feira (4) e deu detalhes sobre o crime.

    Marcelo Rubim Benchimol, de 67 anos, disse que estava indo para a academia quando presenciou uma mulher sendo vítima de um arrastão. O comerciante tentou intervir, mas acabou levando um soco no rosto, perdeu os sentidos e teve o celular roubado pelos bandidos.

    “Ela estava sendo atacada por uns cinco rapazes. Eu cheguei a pensar em fugir do ambiente, mas me doeu a consciência e eu fui ajudá-la. Eles se desviaram dela e vieram brigar comigo”, contou Marcelo.

    Com o rosto ainda machucado, ele contou que decidiu prestar depoimento à polícia para ajudar nas investigações sobre o caso. Benchimol avalia, entretanto, que não confia no fim desse tipo de crime no Rio de Janeiro.

    “São pessoas que não têm nada. Parecem bichos, não são gente. Não sei se isso tem final, porque se prenderem esse grupo, outro vem e assim por diante”, disse.

    Veja o vídeo:

     

    Após o assalto, Marcelo foi socorrido por dois guardas e levado para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), onde recebeu atendimento e foi liberado. Apesar da brutalidade, o comerciante não teve lesões graves.

    “Nunca pensei em levar um soco por trás e perder totalmente o sentido. Eu só recuperei os sentidos graças a dois guardas que me levaram para a UPA e aí eu recuperei a consciência”, contou.

    O caso está sendo investigado pela Delegacia de Ipanema como tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte). De acordo com a Polícia Civil, já foi possível mapear parte do trajeto feito pelos bandidos e novas imagens estão sendo buscadas.

    A polícia não descarta ouvir a mulher que também foi alvo do bando e pede a colaboração da população com denúncias pelo número 2253-1177 (Disque-Denúncia).