Quadrilha de furtos a joalherias é alvo de operação interestadual
Operação Diamante de Sangue cumpre 83 mandados em Bahia, Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima, incluindo prisões e sequestro de aeronave usada em logística criminosa

Dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em furtos a joalherias, estelionato e tráfico de drogas foram presas nesta quarta-feira (1º) durante a Operação Diamante de Sangue, deflagrada pela PCBA (Polícia Civil da Bahia).
A ação cumpre 83 mandados judiciais, incluindo buscas, apreensões e sequestro de bens, e ocorre simultaneamente em oito estados: Bahia, Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima.
As prisões foram realizadas nos municípios de Salvador (BA), Aracaju (SE), São Paulo (SP), Goiânia (GO), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ), segundo informou a polícia.
Segundo as investigações, a quadrilha atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e planejamento estratégico para a execução dos crimes. Um dos casos mais expressivos ocorreu em Salvador, no início de 2025, quando um furto a uma joalheria causou prejuízo superior a R$ 1 milhão.
Nos crimes patrimoniais, os suspeitos realizavam levantamentos prévios dos estabelecimentos, acessavam os imóveis pelo teto e utilizavam equipamentos para neutralizar sistemas de alarme, demonstrando alto grau de sofisticação e organização.
Ainda segundo a Polícia Civil, a operação resultou no sequestro de uma aeronave avaliada em cerca de R$ 800 mil, encontrada em uma pista clandestina. Há suspeita de que ela tenha sido usada tanto no transporte de drogas quanto no apoio logístico às atividades criminosas.
Veja imagens das ações abaixo:
Além dos furtos, o grupo também é investigado por estelionatos praticados por meio do chamado “golpe do aniversário”, aplicado principalmente a idosos nos estados do Ceará e da Paraíba. No esquema, os criminosos abordavam as vítimas sob o pretexto de entregar presentes, enquanto capturavam dados bancários por dispositivos eletrônicos e realizavam transações fraudulentas. Em seguida, o dinheiro era ocultado por meio de mecanismos de lavagem de capitais.
As apurações apontam que o grupo realizava movimentações financeiras expressivas, utilizando contas de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos.
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A Operação Diamante de Sangue é conduzida pelo DEIC (Departamento Especializado de Investigações Criminais), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Salvador, com apoio técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro e do Núcleo de Inteligência do DEIC. A ação conta ainda com a colaboração das Polícias Civis dos estados envolvidos e da Polícia Rodoviária Federal.


