Suspeitos de promover brigas de rua com adolescentes em Roraima são presos

Segundo as investigações, confrontos eram realizados como "rinhas" para apostas de dinheiro

Fernanda Palhares e Victória Silva, da CNN*
Polícia Civil de Roraima desarticula esquema criminoso  • Divulgação/Governo de Roraima
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A Polícia Civil de Roraima prendeu dois homens, de 31 e 20 anos, suspeitos de organizar lutas clandestinas com participação de adolescentes nas ruas de Boa Vista. As prisões ocorreram na semana passada durante a Operação Final Fight. Segundo as investigações, os confrontos eram realizados em troca de apostas em dinheiro.

De acordo com o delegado Marcos Lázaro, a ação teve como objetivo reprimir crimes como corrupção de menores, tortura, exploração sexual e fornecimento de bebidas alcoólicas e entorpecentes a adolescentes. Além das prisões, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados.

Durante as buscas, os agentes encontraram uma adolescente de 13 anos na casa do suspeito de 20 anos. Ela foi resgatada e devolvida a mãe em segurança. Conforme a polícia, a vítima vivia em situação análoga a uma relação conjugal com o investigado, o que configura o crime de estupro de vulnerável.

“Esse investigado, além de ter a prisão preventiva decretada, foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável”, destacou o delegado.

A investigação teve início há cerca de 30 dias, após as autoridades identificarem conteúdos suspeitos em páginas nas redes sociais, criadas e mantidas com perfis falsos pelos suspeitos. Os espaços, que acumulavam grande volume de acessos, eram usados para atrair adolescentes a festas ilegais e divulgar os eventos de lutas clandestinas.

“Apesar do curto período de investigação, o uso intensivo das redes sociais pelos criminosos nos permitiu reunir provas concretas e representar pelos mandados judiciais. Eles agiam de forma estruturada, utilizando perfis falsos para enganar e atrair adolescentes”, explicou o delegado.

No decorrer da ação, foram apreendidos celulares e dispositivos de armazenamento, que passarão por perícia. O material poderá revelar novas evidências, suspeitos e crimes conexos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo