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    Ocorrências de violência doméstica sobem 44,6% em SP durante a quarentena

    Especialistas apontam que quarentena estendida pode complicar os conflitos domésticos e aumentar estatísticas, especialmente sobre vítimas mulheres

    Violência doméstica aumenta durante quarentena no estado de São Paulo
    Violência doméstica aumenta durante quarentena no estado de São Paulo Foto: Pixbay

    Cecília do Lago, da CNN

    em São Paulo

    O número de chamados à Polícia Militar (PM) por meio do telefone de emergência 190 para atender aos casos de violência doméstica cresceu 44,6% no mês de março de 2020 em relação ao mesmo mês no ano de 2019 em todo o estado de São Paulo. É o que apontam dados da corporação obtidos pela CNN por meio da Lei de Acesso à Informação.

    De acordo com os dados, foram registrados 9.800 chamados no mês em que teve início a quarentena em meio à pandemia do novo coronavírus, ante 6.775 no ano anterior.

    Os dados contemplam o contexto doméstico para qualquer vítima, “portanto a vítima pode ser a mulher, o homem, o enteado, a filha, o primo, o idoso, a criança etc”, segundo a corporação. Ainda não foram divulgados dados para o mês de abril.

    Especialistas têm apontado que o período estendido de quarentena pode complicar os conflitos domésticos e aumentar estatísticas, especialmente sobre vítimas mulheres. 

    Uma nota técnica publicada pelo Núcleo de Gênero do Ministério Público do Estado de São Paulo em abril apontava para esse risco.

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    “A casa é o lugar mais perigoso para uma mulher. A maioria dos atos de violência e feminicídios acontece justamente em casa. Nesse sentido, a pesquisa ‘Raio-X do Feminicídio em São Paulo’ revelou que 66% dos feminicídios consumados ou tentados foram praticados na casa da vítima”, afirmou o relatório.

    Outra dificuldade apontada pelo documento é o acirramento do desemprego e dificuldades econômicas. “Fatores como isolamento, dificuldades financeiras, controle da vítima e consumo de álcool já eram apontados nacional e internacionalmente como fatores de risco para mulheres, de forma alternativa ou cumulada.”