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    Em 5 dias, operação após morte de policial em Guarujá soma 16 mortos e 58 presos

    Ação foi iniciada pela Polícia Militar (PM) de São Paulo após a morte do policial militar das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Patrick Bastos Reis

    Movimentação de policiais militares no distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá, litoral sul paulista, na tarde desta segunda-feira, 31 de julho de 2023.
    Movimentação de policiais militares no distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá, litoral sul paulista, na tarde desta segunda-feira, 31 de julho de 2023. TABA BENEDICTO/ESTADÃO CONTEÚDO

    Carolina FigueiredoLéo Lopesda CNN

    em São Paulo

    A operação policial “Escudo” prendeu 58 pessoas desde que foi iniciada na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, há cinco dias, informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) paulista, nesta quarta-feira (2).

    A ação também deixou ao menos 16 mortos, de acordo com a última atualização, também divulgada nesta quarta.

    A operação foi iniciada pela Polícia Militar (PM) após a morte do policial militar das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Patrick Bastos Reis.

    A SSP informou que, dos 58 presos, 38 foram em flagrante e outros 20 eram procurados da Justiça. Quatro adolescentes foram apreendidos também por tráfico de drogas.

    “Até esta terça-feira (1º) a polícia apreendeu 400 quilos de entorpecentes e 18 armas, entre pistolas e fuzis”, afirmou a Secretaria.

    Na madrugada desta quarta-feira, a Polícia Civil prendeu o último suspeito de envolvimento na morte de Patrick Bastos Reis.

    Ele é irmão de Erickson David da Silva, apontado como o responsável pelo disparo que matou o agente.

    Segundo as autoridades, além de Erickson, que se entregou no domingo (30), outro homem foi preso na sexta-feira (28), suspeito de participar do crime.

    O advogado de Erickson, Wilton Felix, afirmou à CNN que Erickson David da Silva decidiu se apresentar à polícia após pedido de familiares e que ele se entregou por ter medo de ser morto durante a Operação Escudo.

    O que se sabe sobre o caso

    • Patrick Bastos Reis, de 30 anos, morreu na quinta-feira (27) durante uma operação na Baixada Santista, após ser atingido por um tiro à longa distância;
    • De acordo com a inteligência da polícia, o disparo que matou o soldado Reis foi feito a uma distância entre 50 e 70 metros, do alto de uma comunidade em Guarujá, na Baixada Santista. Os policiais foram atacados quando patrulhavam o bairro Vila Zilda;
    • A morte desencadeou uma grande operação policial no litoral nos últimos dias, depois de a morte do PM da Rota ter causado comoção entre os policiais. Participaram da ação 600 agentes de equipes especializadas das polícias Civil e Militar paulista;
    • No domingo (30), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nas redes sociais que o autor do disparo que matou Reis havia sido capturado na zona sul da capital paulista;
    Mapa mostra a dinâmica das primeiras mortes durante a operação policial no litoral de SP
    Mapa mostra a dinâmica das primeiras mortes durante a operação policial no litoral de SP / Arte/CNN

    Tarcísio nega excesso da polícia

    • Durante a coletiva na segunda-feira (31), Tarcísio negou que tenha havido excessos na operação. “Não houve excesso. Houve uma atuação profissional, que resultou em prisões. E nós vamos continuar com a operação”, disse o governador;

    Ouvidoria vai pedir imagens das câmeras dos PMs

    • Em entrevista à CNN, o ouvidor das polícias de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva, disse que moradores da Baixada Santista denunciaram uma abordagem violenta por parte dos policiais que atuaram na operação em Guarujá;
    • Além disso, o ouvidor declarou que irá pedir as imagens das câmeras utilizadas pelos policiais. “Tem violações físicas, psicológicas, invasões de residência sem mandado judicial, policiais encapuzados invadindo residências e uma série de outros aspectos”, acrescentou.