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    Pais devem ser “porto seguro” dos filhos, diz criadora do Mães pela Diversidade

    À CNN Rádio, Maju Giorgi defende que informação é o que destrói o preconceito

    Bandeira LGBTQIA+
    Bandeira LGBTQIA+ Foto: Riotur

    Nicole FuscoLetícia Britoda CNN

    O filho da Maju Giorgi tinha apenas 5 anos quando ela e o marido perceberam que a criança era homossexual. A certeza, no entanto, só veio na adolescência.

    “Quando ele tinha 14 anos, eu percebi que ele estava muito deprimido. Um dia, ele me abraçou e disse ‘mãe, sou gay’. Ele estava desesperado”, contou a Maju em entrevista à CNN Rádio nesta quarta-feira (4), no quadro “CNN no Plural“.

    Foi então que surgiu a ideia de criar uma organização não-governamental para acolher pais e mães cujos filhos são homossexuais.

    O coletivo Mães pela Diversidade surgiu em 2014. De acordo com Giorgi, que atualmente é coordenadora da ONG, os pais que procuram a instituição vão encontrar “acolhimento, terapia, psiquiatra, e, depois, informação”, contou ela. “Informação é o que destrói o preconceito.”

    Para Maju Giorgi, os pais precisam ser o “porto-seguro” dos filhos. “As crianças LGBTQIA+ têm um destino pré-determinado, de um ciclo de violência em todos os lugares: na escola, no mercado de trabalho, na rua. Mas, muitas vezes, o primeiro lugar de violência é a própria casa. Então, a gente incentiva que os pais sejam o primeiro lugar de acolhimento”, afirmou.

    “Nós estamos unidos pelo medo da violência, da truculência da falta de direitos e por um sentimento de injustiça que transborda. A gente gostaria de entender por que [os homossexuais são vítimas de violência]. Eles são inocentes”, declarou ela.