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    PCC tem célula especializada em planejar ataques contra autoridades, diz relatório do MPSP

    Grupo teve treinamento com guerrilha paraguaia para usar explosivos e prática de tiro

    O líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, durante transferência de presídios
    O líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, durante transferência de presídios Jorge Santos/Oeste Notícias/Estadão Conteúdo - 07.nov.2005

    Marcos Guedesda CNN

    Um relatório de inteligência do Ministério Público de São Paulo (MPSP) mostra a existência de uma célula denominada “restrita” na organização criminosa PCC, direcionada a operações de sigilo e risco contra autoridades e altos funcionários em nível nacional.

    A célula da organização criminosa teve treinamentos, que acontecem pelo menos desde 2014, com guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo responsável por sequestros e atentados contra autoridades no Paraguai.

    Segundo o documento, obtido pela CNN, a parceria entre essas organizações resultou em treinamentos que incluem prática de tiro, manejo de explosivos e aquisição de conhecimentos táticos e posturas militares essenciais para a formação de “grupos de elite”. Esses grupos seriam destinados a missões específicas e pontuais, demandando respostas que poderiam incluir medidas letais.

    A descoberta dessa célula especializada em operações sensíveis surgiu após a prisão de Janeferson Aparecido Mariano Gomes, conhecido como Nefo, em março deste ano. Ele foi apontado como um dos responsáveis por um plano frustrado de atentado contra o senador Sérgio Moro (União).

    Monitoramento de políticos

    Ainda segundo o relatório elaborado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), de Presidente Prudente, entre maio e julho desde ano, a célula “restrita” teria sido enviada ao Distrito Federal entre maio e julho deste ano, estabelecendo uma base de operações ao alugar um imóvel na região.

    Durante um período de pouco mais de dois meses, o grupo dedicou aproximadamente R$ 44 mil em despesas relacionadas à compra de dispositivos celulares, aluguel de imóvel, transporte, seguro, IPTU, alimentação, hospedagem, mobília do local e aquisição de equipamentos eletrônicos.

    Embora o relatório não esclareça detalhadamente as intenções dos criminosos em relação às autoridades, destaca-se que houve investigações nos endereços dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

    Além disso, nos celulares apreendidos, foi identificada uma pesquisa sobre uma residência na “Península dos Ministros”, no Lago Sul, Brasília/DF, “indicando instruções da liderança para esse setor realizar levantamentos sobre as mencionadas autoridades da República”, conforme apontado no documento.