PF e Força Nacional seguem para terra indígena do Pará após denúncia de garimpo ilegal

Liderança da terra Xipaya diz que balsas de mineração foram vistas em rio Iriri

Mineração de ferro na Floresta Nacional de Carajás, em Parauapebas (PA)
Mineração de ferro na Floresta Nacional de Carajás, em Parauapebas (PA) 29/05/2012REUTERS/Lunae Parracho/File Photo

Vianey Bentesda CNN

em Brasília

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A Polícia Federal e a Força Nacional com apoio da Fundação Nacional do Índio estão a caminho da Terra Indígena Xipaya, a 400 quilômetros do município de Altamira, no sudeste do Pará, conforme informou a PF nesta sexta-feira (15).

A mobilização ocorreu depois que cacica Juma Xipaya, da aldeia Karimãa, divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando que lideranças indígenas viram uma balsa de grande porte com maquinários para extração de ouro, se deslocando pelo rio Iriri, e que já estariam destruindo o seu território indígena. Ela relatou que seu pai, Francisco Kuruaya, foi saber o que estava acontecendo e acabou agredido com socos e empurrões.

O deslocamento de forças de segurança para a área tem como objetivo combater crimes ambientais e evitar que haja confronto entre indígenas e garimpeiros, devido a possível invasão ilegal da Reserva Iriri, para extração de ouro. Uma outra equipe da Força Nacional que fazia segurança de uma fiscalização do ICMBio na Reserva Extrativista do Iriri, que fica próxima à Terra Indígena Xipaia, já se encontra no local.

Os trabalhos para conter um possível incidente naquele território indígena foi iniciado na noite de quinta-feira mesmo, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e segundo o Chefe do Serviço de Repressão a Crimes Contra Comunidade Indígenas, o delegado Paulo Teixeira, assim que receberam a denúncia começaram os preparativos para o envio das equipes para proteger a região onde se encontra a aldeia Karimãa, da etnia Xipaya. O delegado informou ainda que, ao menos até agora, não há relatos de conflitos graves.

No território Xipaya vivem 200 pessoas em uma área de 179.000 hectares. Equipes da Fundação Nacional do Índio – Funai e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio acompanham também a situação, e estão em permanente contato com as forças de segurança, com intuito de evitar qualquer tipo de conflito.

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