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    PM-SP mapeia 36 grupos de direita na Paulista no 7 de setembro

    Segundo um documento oficial da PM ao qual a CNN teve acesso, são pelo menos 36 grupos que deverão ir até a Avenida Paulista no 7 de setembro

    Caio Junqueira

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    A Polícia Militar do Estado de São Paulo mapeou todos os movimentos alinhados ao governo federal que deverão comparecer à Avenida Paulista no dia 7 de setembro nas manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

    Segundo um documento oficial da polícia ao qual a CNN teve acesso, são pelo menos 36 grupos que deverão ir até a Avenida Paulista no 7 de setembro.

    Desse total, 14 deverão estar presentes em trios elétricos que serão vistoriados previamente na praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu.

    A origem e a pauta dos grupos é heterogênea. Uma análise das posições que defendem aponta que há desde defensores do que consideram valores da família — contrários, por exemplo, ao aborto, ao casamento homossexual e a políticas identitárias — até armamentistas, ruralistas, religiosos, monarquistas, caminhoneiros e os que apoiam a intervenção militar.

    Em comum entre eles, duas pautas: a defesa do voto impresso e do impeachment de ministros do STF.

    Monitoramento

    Nesta sexta-feira (3), órgãos de inteligência se reuniram para fazer um monitoramento de risco sobre o 7 de setembro na Avenida Paulista e não foram detectadas tendências de problemas graves, como uma fonte relatou a CNN.

    Eles têm monitorado grupos mais radicais de direita já há alguns meses, especialmente em São Paulo, onde os grupos são mais organizados. Mas, mesmo dentro desses núcleos, não foi observado movimento de risco para o 7 de setembro.

    Até mesmo uma eventual parada de caminhoneiros nas estradas foi minimizada, apesar das convocações.

    Na rodovia Regis Bittencourt — que liga São Paulo a Curitiba –, por exemplo, a Concessionária Autopista Régis Bitencourt S/A conseguiu junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo uma decisão liminar para determinar a expedição de um mandado que proíba a invasão e ocupação da rodovia.

    Os órgãos de inteligência avaliam que, se houver adesão a paralisações, ela será pequena. Integrantes do Exército também disseram à CNN que estão vendo os atos com atenção, mas com certa tranquilidade.

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