Polícia investiga origem de ataque antissemita durante cerimônia religiosa no RJ

Hackers invadiram conferência virtual da Sinagoga Associação Religiosa Israelita (ARI)

Sinagoga Associação Religiosa Israelita (ARI)
Sinagoga Associação Religiosa Israelita (ARI) Sinagoga Associação Religiosa Israelita/Divulgação

Isabelle Resendeda CNN

no Rio de Janeiro

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para investigar os ataques antissemitas praticados durante uma cerimônia on-line da Sinagoga Associação Religiosa Israelita (ARI), no último sábado (22). O crime aconteceu durante uma homenagem à ex-diretora do Colégio Eliezer Max, Dora Fraifeld, que faleceu na semana passada.

A transmissão foi interrompida pelos hackers, que passaram a exibir um vídeo pornográfico seguido de imagens de Hitler e símbolos nazistas. Os criminosos ainda exibiram mensagens antissemitas como: “Vamos queimar a ARI (em referência a Associação Religiosa Israelita) e todas as sinagogas” e “Morte aos judeus”. Apesar do susto, os organizadores conseguiram encerrar a reunião virtual e criaram um outro link de acesso para dar continuidade ao evento.

O evento foi organizado pelo Google Meet e o link para acesso compartilhado nas redes sociais da escola e da Associação, o que facilitou a entrada dos invasores ao evento.

De acordo com um comunicado publicado pelo presidente da Federação Israelita Estadual do Rio de Janeiro, Alberto David Klein, na internet, a entidade afirma que vem observando um aumento considerável de ataques antissemitas e reforça a necessidade de a sociedade aceitar a diversidade.

A Federação exigiu que o caso seja apurado pelas autoridades competentes e também que representantes dos governos municipal, estadual e federal se posicionem contra o antissemitismo e a perseguição a minorias.

A Comissão de Intolerância Religiosa da Assembleia Legislativa do Rio também solicitou à Polícia a abertura de um inquérito na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. Segundo o relator da comissão, deputado Átila Nunes, o crime é gravíssimo e por isso há a necessidade de se identificar o quanto antes a origem dos ataques.

“Não se trata somente de um crime de cunho religioso, racista… É um crime gravíssimo, praticado por grupos neonazistas que fazem oposição à democracia” – enfatizou o parlamentar.

O Colégio Eliezer Max informou que já acionou uma empresa especializada para ampliar a segurança das ferramentas tecnológicas utilizadas pela escola.

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