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    Polícia se opõe à CPI da Covid e isenta Prevent Senior de mortes na pandemia

    A delegada Lisandrea Calabuono concluiu que não há provas de que as mortes de segurados estejam relacionadas ao uso do chamado kit-Covid

    Fachada de uma das unidades da Prevent Senior na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, no centro de São Paulo (SP)
    Fachada de uma das unidades da Prevent Senior na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, no centro de São Paulo (SP) RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Rayssa Motta, do Estadão Conteúdo

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    A Polícia Civil de São Paulo apresentou à Justiça o relatório final da investigação sobre a conduta da Prevent Senior na pandemia. O documento isenta a operadora de planos de saúde de irregularidades no tratamento de pacientes com Covid-19.

    “Não foram encontrados elementos informativos caracterizadores de ilícito penal praticados por funcionários da operadora de saúde, nem por médicos, ex-funcionários desta, denunciados por violação do dever funcional”, diz um trecho do relatório.

    A delegada Lisandrea Calabuono concluiu que não há provas de que as mortes de segurados da Prevent Senior estejam relacionadas ao uso do chamado kit-Covid. Também afastou a narrativa de que os médicos da operadora sofreram pressão interna para prescrever medicamentos como hidroxicloroquina e invermectina, inclusive sem o consentimento dos pacientes.

    “Todos os laudos periciais realizados através da análise dos prontuários médicos das vítimas descreveram que a causa mortis seria Covid-19, mas não é possível relacionar este resultado ao tratamento aplicado, não havendo, portanto, qualquer nexo de causalidade”, escreve a delegada.

    O documento ainda descarta as acusações de que a empresa recomendou tratamento paliativo a pacientes graves para reduzir custos e omitiu a covid-19 como causa da morte nas certidões de óbito.

    Procurado pela reportagem, o advogado Aristides Zacarelli Neto, que representa a Prevent Senior, disse que o relatório começa a evidenciar acusações ‘injustas’ contra a operadora.

    “É o primeiro resultado de uma investigação técnica que mostra que a Prevent Senior foi alvo de uma injustiça semelhante à sofrida pela Escola Base há quase 30 anos”, afirma.

    O relatório se baseou em perícias e depoimentos de executivos, médicos e outros funcionários da Prevent Senior, além de pacientes e familiares de vítimas do novo coronavírus.

    O documento sigiloso foi enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo na segunda-feira, 18, às vésperas da visita de vereadores da CPI da Prevent Senior ao Ministério Público do Estado. Os parlamentares são esperados nesta quarta-feira, 20, para a entrega da conclusão dos trabalhos na Câmara Municipal ao procurador-geral de Justiça Mário Sarrubbo.

    As conclusões da Polícia Civil de São Paulo contrariam outra comissão parlamentar: a CPI da Covid que operou no Senado Federal no ano passado. Os senadores sugeriram o indiciamento de 11 pessoas ligadas à Prevent Senior. As suspeitas mais robustas contra a empresa vieram a público a partir de depoimentos prestados por um grupo de médicos aos parlamentares em Brasília.

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