Porto de Santos recebeu mais de 161 mil toneladas de nitrato de amônio em 2020
Utilizada como fertilizante na agricultura, a substância teria causado a explosão em Beirute, no Líbano
Principal porta de entrada do nitrato de amônio no Brasil, o Porto de Santos, no litoral de São Paulo, já recebeu mais de 161 mil toneladas da substância entre janeiro e julho deste ano. Utilizado como fertilizante na agricultura, o produto teria causado a explosão em Beirute, no Líbano, que matou pelo menos 137 pessoas e feriu cerca de 5 mil.
A operação com o nitrato de amônio ocorre no Terminal Marítimo do Guarujá (Termag), que fica na margem esquerda do porto. Segundo as autoridades portuárias, o local tem autorização do Exército, que controla fabricação, transporte, comercialização e o uso do produto no Brasil, para o armazenamento da substância no local durante o período de transbordo.
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O porto ainda tem a licença da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que exige um plano de gerenciamento de risco assim como plano de ação de emergência.
Ainda de acordo com as autoridades portuárias, o nitrato de amônio armazenado no local é de classe cinco, que é específico para o uso agrícola, e fica armazenado sob um rígido controle, com monitoramento de temperatura e umidade.
O Porto de Santos ainda é o maior importador de nitrato de amônio o país. Somente em 2019, foram mais de 874 mil toneladas importadas. Em segundo lugar, está o Porto de Paranaguá, no Paraná, com 286 mil toneladas.
(Edição: André Rigue)