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    Prefeito e guardas municipais são alvo de investigação por comércio ilegal de armas de fogo no CE

    Operação da PF contou com 150 policiais cumprindo mandados de busca e apreensão envolvendo agentes públicos; prefeitura de Acarape é alvo

    Elizabeth Fernandez/Getty Images

    Elijonas Maiada CNN

    Em Brasília

    A Polícia Federal (PF) investiga a Prefeitura de Acarape (CE) por conceder porte e posse de arma de fogo em desacordo com as normas federais para guardas municipais. São cumpridos, nesta quinta-feira (29), 22 mandados de busca e apreensão contra os investigados.

    Os mandados são cumpridos por 150 policiais federais em Acarape (CE), Maracanaú (CE), Pacatuba (CE) e na capital do estado, Fortaleza.

    A PF no Ceará investiga crimes de responsabilidade do prefeito, Francisco Edilberto Beserra Barroso, falsidade ideológica e usurpação de função pública. Segundo o inquérito, existe uma organização para concessão indevida de porte de arma a guardas municipais pelo prefeito de Acarape.

    Segundo a PF, essa concessão é feita através da expedição de carteiras que habilitam ilegalmente guardas municipais a portarem armas, além do porte e posse ilegal de armas de fogo por servidores públicos municipais também em Acarape.

    O porte legal de armas de fogo a guardas municipais só pode ser concedido pela Polícia Federal e não por prefeituras municipais.

    A PF explica que os agentes públicos são investigados por crimes de responsabilidade, usurpação de função pública, falsidade ideológica, porte, posse e comércio ilegal de armas de fogo, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão.

    À CNN, o delegado da PF Igor Conti, coordenador da operação, disse que a investigação começou em 2022 para apurar a concessão de arma de fogo pela gestão atual municipal do prefeito.

    “A gente identificou até então nos elementos colhidos nos autos, que havia de fato a expedição ilegal, não preenchendo os requisitos normativos para profissionais do município de Acarape”, detalhou o investigador.

    A CNN procurou a Prefeitura de Acarape, mas não obteve retorno até o momento.