Quem são os envolvidos no caso dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes

Polícia Federal (PF) prendeu um terceiro suspeito de participação nos crimes nesta segunda-feira (24)

Lucas Schroeder, da CNN, em São Paulo
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A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta segunda-feira (24), o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, suspeito de participação nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Maxwell teria ajudado a esconder armas de Ronnie Lessa, apontado como executor de Marielle e Anderson, além de ter feito "campana" seguindo os passos da vereadora. O ex-bombeiro teria ainda levado o carro utilizado na noite do crime para um desmanche no Rio.

VÍDEO - Linha do tempo sobre o assassinato de Marielle Franco

Ele havia sido preso em junho de 2020 numa operação que investigava o crime e cumpria prisão domiciliar. Na ocasião, a polícia apreendeu com Maxwell uma BMW modelo X6, avaliada em R$ 170 mil. Seu salário na corporação era de cerca de R$ 6 mil.

Quem são Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa

Maxwell Corrêa é a terceira pessoa a ser detida por suspeita de envolvimento nas mortes de Marielle e Anderson. Em março de 2019, um ano após o crime, os ex-policiais militares Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa foram presos acusados de dirigir o veículo usado na noite do crime e efetuar os disparos contra as vítimas, respectivamente.

À época do crime, em 14 de março de 2018, Élcio de Queiroz encontrava-se em situação financeira complicada, prestando serviço como vigilante patrimonial.

Ele foi expulso da Polícia Militar do Rio de Janeiro em 2016 e é acusado de ter conduzido o Chevrolet Cobalt prata que emparelhou junto ao carro onde estavam Anderson, Marielle e a assessora Fernanda Chaves.

Às vésperas do crime completar um ano, ele foi preso junta a Ronnie Lessa durante a Operação Lume, realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pelo Ministério Público do estado.

Em 2011, Queiroz chegou a ser preso na Operação Guilhotina, da PF, que apurou o envolvimento de policiais militares com traficantes de drogas e com grupos milicianos.

Em outubro de 2020, Queiroz foi condenado a cinco anos de prisão em regime fechado por porte e posse ilegal de armas. Contudo, como ele já estava detido no âmbito do Caso Marielle, não deixou a cadeia.

Por sua vez, Ronnie Lessa é sargento reformado da PM do Rio e figura conhecida na corporação. É acusado de ter relações com esquemas de contravenção e com milicianos.

Lessa é suspeito de ter efetuado os treze disparos de uma submetralhadora HK MP5 contra o carro onde as vítimas se encontravam. Ele foi aposentado da PM após sofrer um atentado a bomba, que resultou na amputação de uma de suas pernas e que teria sido provocado por uma briga entre facções criminosas.

FOTOS: Caso Marielle

(Com informações de Leandro Resende, da CNN, em São Paulo e da Agência Brasil)