Réveillon no Rio: estratégia da prefeitura é dificultar acesso à orla para evitar aglomerações

Detalhes do esquema de trânsito são definidos nesta quinta-feira. Estacionamento na orla será proibido e não deve haver esquema especial se transportes públicos

Movimentação na orla da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro
Movimentação na orla da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo (14.nov.2021)

Isabelle Salemeda CNN

no Rio de Janeiro

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O estacionamento na orla de Copacabana, no Rio, não será permitido no último dia de 2021. O bloqueio acontecerá na noite do dia 30 de dezembro e se estenderá até o dia 1º de janeiro de 2022. O objetivo é dificultar o acesso de um público muito grande durante a virada de ano.

Nos planos da CET do Rio também está o fechamento das pistas para veículos, mas em horários reduzidos. Os detalhes da operação serão definidos em reunião ainda nesta quinta-feira (9), mas a ideia é tratar o último dia do ano como um “dia normal”. Por isso, não deve haver o tradicional esquema especial de transportes públicos, com extensão do horário funcionamento do metrô, por exemplo.

O Comitê Científico que assessora as decisões do governador Cláudio Castro aprovou a queima de fogos no Réveillon 2022 na quarta-feira (8). A informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes ligadas ao Governo do Estado. No entanto, os especialistas em saúde do grupo recomendaram que não sejam realizadas apresentações musicais públicas e que municípios elaborem um planejamento para evitar aglomerações. Daí a decisão de limitar o público presente na Orla de Copacabana.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, convocou para hoje uma coletiva de imprensa para abordar os detalhes do planejamento do Réveillon 2022, depois de muitas idas e vindas sobre a realização da festa.

No último sábado (4), Paes chegou a anunciar o cancelamento do Réveillon na cidade. O governador Cláudio Castro, então, disse que a decisão não havia sido tomada. Na segunda (6), o prefeito deu um passo atrás e disse que a queima de fogos não estava descartada. Já os shows, que, segundo o edital, aconteceriam em dez palcos espalhados pela cidade, foram cancelados.

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