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    Rio aprova contratação de empresa para queima de fogos na praia do Flamengo

    Surgimento da variante Ômicron mudou os planos de autoridades públicas e colocou festa na berlinda

    Réveillon em Copacabana no ano de 2016
    Réveillon em Copacabana no ano de 2016 Fernando Maia/Riotur

    Pedro Duranda CNN

    no Rio de Janeiro

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    Nesta quarta-feira (8), o Diário Oficial do município do Rio de Janeiro publicou a homologação do pregão eletrônico para a escolha da empresa que fará o espetáculo pirotécnico da praia do Flamengo, na zona Sul do Rio de Janeiro. A prefeitura vai gastar R$413 mil para contratar a empresa Inside Fx, que já tinha prestado o serviço em 2019, para voltar a ocupar as balsas que disparam fogos na praia.

    Porém, até agora não há confirmação se o show no céu vai ou não acontecer. Mesmo sem shows ao vivo, prefeito e governador defendem a realização do espetáculo, mas o martelo ainda não foi batido.

    Flávio Ribeiro Ferreira, dono da Inside Fx, aguarda aflito a definição sobre o serviço. “Eu, toda a minha empresa, minha família, meus fornecedores, todo mundo. Você já imaginou o prejuízo que é isso?”, disse em entrevista à CNN.

    Ele conta que a expectativa era, a essa altura do ano, já ter o contrato assinado, mas ainda não recebeu o telefonema das autoridades municipais para dar a assinatura final nos papéis. Enquanto espera, ele teme pelo que pode perder com o cancelamento da festa.

    “Você já viu um cachorro olhando para uma frangueira, rodando aquela franguinho assado? É a mesma coisa. A gente não tem o que fazer, é sentar e amargar o prejuízo, porque depois que a gente venceu o edital, a gente começa a montar tudo. […] Depois que você faz isso, lascou foi tudo, porque enquanto as bombas estão encaixadas, você ainda consegue guardar por mais dois, cinco anos dependendo do produto. Depois que você passa ela para os tubos, você tem que desmontar e perde esse material, dá prejuízo”, desabafa o empresário.

    Durante a pandemia, Ferreira viu a empresa com 26 anos de atuação precisar parar de funcionar, com a interrupção dos serviços e passou a trabalhar como cozinheiro. A Inside Fx fica na cidade de Campos dos Goytacazes, no interior do estado. Neste Réveillon está tentando recuperar as perdas com contratos com prefeituras e festas privadas.

    A empresa já tinha feito a apresentação pirotécnica em 2019. Para esse ano, se o retorno dos fogos for autorizado, a intenção é igualar a marca do ano retrasado, com um espetáculo de 14 minutos.

    “Nós mudamos, trouxemos muitas bombas diferentes, bombas com muitos efeitos, bombas que sobem fazendo rastros, bombas que quando sobem explodem várias cores ao mesmo tempo. São três balsas, uma no centro vai ter mais ângulo que as outras para cruzar bombas”, conta ele.

    Além da praia do Flamengo, a cidade do Rio de Janeiro ainda prevê queima de fogos na Igreja da Penha e na praia de Copacabana. No caso da Penha, a autorização para o pregão eletrônico foi publicada no diário oficial da cidade no início de dezembro.

    Já os fogos de Copacabana defendem uma definição sobre a licitação feita para todo o pacote do carnaval e que, como mostrou a CNN, pode ser anulada depois da dificuldade para conseguir patrocinadores.

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