Não poderemos fazer um Réveillon completo, diz secretário de Saúde do RJ

Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, falou à CNN sobre definições relacionadas à virada em Copacabana

Anna Gabriela Costada CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN nesta terça-feira (7), Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, afirmou que o Réveillon na capital fluminense não será completo este ano; o tradicional Ano Novo de Copacabana foi cancelado devido à precaução com a nova variante Ômicron do coronavírus.

Entretanto, a cidade e o governo estadual do Rio de Janeiro ainda discutem uma forma para que a celebração não seja cancelada por completo.

“Não vamos ter palco com música, com aquela grandeza, isso é muito triste, não poderemos fazer um Réveillon completo. Vamos avaliar com o governo do estado o que podemos fazer com segurança; o evento com shows e os palcos foi cancelado, estamos avaliando o que é possível para se fazer”, disse. Soranz.

O secretário destacou que o Rio de Janeiro tem “um panorama epidemiológico muito favorável”, mas reiterou também preocupação com a presença de uma nova variante.

“Queremos manter o cenário epidemiológico baixo, para isso algumas coisas são necessárias, primeira coisa é o passaporte da vacina. O Rio de Janeiro fez um decreto em que as pessoas que se hospedam na cidade devem apresentar a carteira de vacinação. Outro ponto é continuar estimulando que a população carioca continue a se vacinar. Essas situações são importantes para que a gente mantenha o panorama”, afirmou.

Queima de fogos

Diante da especulação a respeito de como será a virada do ano no Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro não quis definir a situação, reafirmou que a questão ainda será discutida com os comitês científicos, mas que a decisão final é dele e do prefeito Eduardo Paes. A declaração foi dada nessa terça-feira (7).

Prefeito e governador parecem concordar com pelo menos uma questão: a realização da queima de fogos em Copacabana e em outros pontos centrais da cidade.

“A gente espera agora um consenso entre os comitês científicos e a secretaria estadual de Saúde para a gente ver o que é possível ainda se fazer no Réveillon. A  gente já liberou as festas privadas, com a utilização do passaporte vacinal, e a gente espera agora essas reuniões para acertar os detalhes também do Réveillon de Copacabana”, disse Daniel Soranz à CNN.

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