Rio entrará em colapso se não prorrogar plano de recuperação, diz secretário

Secretário estadual da Fazendo, Guilherme Mercês, ressaltou que o plano inicial era de seis anos

Da CNN, em São Paulo
Compartilhar matéria

O governador interino do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), realizou nesta segunda-feira (31) uma reunião para discutir a questão fiscal do Rio de Janeiro e convencer o Tribunal de Contas da União (TCU) a prorrogar até 2023 o plano de recuperação fiscal do estado.

Em entrevista à CNN, o secretário estadual da Fazenda, Guilherme Mercês, afirmou que, sem a prorrogação do programa, o Rio de Janeiro pode entrar em colapso.

“O estado pretende atender a determinação do TCU e formalizar a necessidade de prorrogação do regime por mais 3 anos, reforçando o plano de recuperação fiscal de 2017, que tem previsão para acabar em 2023,” disse Mercês. 

“Solicitamos um processo de mediação para o Advocacia Geral da União resolver o imbróglio jurídico. A decisão do TCU vai retificar a necessidade de manter o regime. Se o plano não for aprovado, o Rio entrará em colapso.”

Leia também

Cláudio Castro e presidente da Alerj estão envolvidos em desvios, diz MPF

Especialistas analisam afastamento de Wilson Witzel do governo do Rio de Janeiro

Liberdade de Opinião: Garcia e Rezende comentam início de Cláudio Castro no RJ

Guilherme Merces
Guilherme Mercês, secretário da Fazenda do Rio de Janeiro
Foto: CNN (31.ago.2020)

Questionado sobre as metas do plano que ainda não foram cumpridas e se isso poderia afetar o processo de prorrogação do programa, Mercês minimizou a questão e disse que o estado “apresentou medidas que sobrepõem aquelas que foram frustradas.”

“Na última quinta-feira (27) fiz uma coletiva apresentando o balanço dos três primeiros anos do regime de recuperação, comparando o que estava previsto com o que foi executado. As despesas ficaram R$ 5 bilhões abaixo do previsto enquanto a queda de gasto com pessoal foi de 6%. 

“Apesar de termos atrasado algumas medidas, como a privatização de algumas linhas de ônibus, a pandemia deixou mais do que posta a necessidade da prorrogação do regime de recuperação fiscal.”

(Edição: Sinara Peixoto)