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    Rio tem prejuízo de quase R$ 30 milhões com ataques a ônibus nesta segunda-feira

    Criminosos atearam fogo em ao menos 35 veículos após morte de miliciano

    Segunda-feira (23) também foi o dia com maior número de ônibus queimados na capital fluminense
    Segunda-feira (23) também foi o dia com maior número de ônibus queimados na capital fluminense Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro

    Da CNN

    A cidade do Rio de Janeiro teve prejuízo de quase R$ 30 milhões após criminosos incendiarem 35 ônibus nesta segunda-feira (23), segundo o Rio Ônibus, o sindicato das empresas do transporte coletivo na capital fluminense.

    A ação foi retaliação à morte de Matheus da Silva Resende, de 24 anos, vice-líder de uma quadrilha de milicianos. Ele morreu horas antes durante um confronto com policiais civis em uma favela de Santa Cruz, bairro da zona oeste.

    Ainda de acordo com o sindicato, esse foi o maior número de ônibus queimados na cidade em um único dia.

    Veja também — RJ: Prendemos 12 criminosos que atearam fogo em ônibus por ações terroristas, diz Castro

    Segundo anunciou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), 12 pessoas foram presas por atearem fogos nos veículos. “E esses criminosos já estão presos por ações terroristas. E como ações terroristas, estarão sendo encaminhados imediatamente para presídios federais, porque lá é local de terrorista”, afirmou.

    Conhecido como Teteu ou Faustão, Resende era sobrinho de Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, que desde 2021 é o líder do principal grupo miliciano que atua no Rio. Faustão, era o segundo na hierarquia do grupo, segundo a polícia.

    Os ataques ocorrem em um momento em que a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal foram deslocadas ao Rio de Janeiro para auxiliar as forças locais em meio a um aumento da criminalidade.

    Impactos

    Os incêndios provocaram alterações na circulação de coletivos na zona oeste, região mais populosa da capital. Segundo a MobiRio, as linhas do corredor Transoeste foram interrompidas por questão de segurança pública.

    De acordo com Paulo Valente, porta-voz do Rio Ônibus, o episódio evidencia “a inação do Estado diante desses episódios de violência extrema, e que o direito de ir e vir do cidadão é esquecido. O Rio Ônibus mais uma vez repudia com veemência o ocorrido, e apela às autoridades públicas para que tomem uma providência com urgência. É preciso dar um basta nessa situação”.

    A prefeitura decretou estágio de atenção no início da noite e suspendeu aulas em escolas municipais da zona oeste.

    *publicado por Tiago Tortella, da CNN

    *com informações de João Victor Azevedo, Catarina Nestlehner, Letícia Cassiano, Marcos Rosendo, da CNN