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    RJ é o estado mais procurado por venezuelanos e colombianos para morar no Brasil; SP é o segundo

    Levantamento da CNN com base em dados do Ministério da Justiça mostra as capitais que recebem os imigrantes para residência fixa em 2022 e 2021

    Venezuelanos cruzam a fronteira da Venezuela com o Brasil
    Venezuelanos cruzam a fronteira da Venezuela com o Brasil Victor Moriyama/Getty Images

    Elijonas Maiada CNN

    Em Brasília

    O Rio de Janeiro se tornou lar para 104 venezuelanos e 88 colombianos no ano passado. O estado se tornou o primeiro em número de residências prévias e fixas concedidas aos imigrantes desses dois países para fins de trabalho.

    Dos 104 venezuelanos, 95 são de residência prévia e nove de fixa. A residência prévia é autorização emitida pelo Ministério do Trabalho para fins de obtenção de visto temporário para trabalho junto ao consulado. A emissão do visto é posterior à autorização de residência prévia e é realizada pelo consulado.

    Além dos imigrantes da Venezuela, os colombianos também preferem a Cidade Maravilhosa. Foram 88 residências concedidas pelo governo brasileiro a eles, sendo 53 de residência prévia e 35 de residência fixa.

    No total, 377 colombianos e venezuelanos receberam residência no Brasil em 2022. No ano anterior foram 335. O levantamento foi feito pela CNN com base nos números do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), do Ministério da Justiça.

    Atrás do Rio de Janeiro está São Paulo como o estado mais procurado pelos imigrantes da Colômbia. Foram 86 colombianos que conseguiram residência, sendo 78 prévias e oito fixas no ano passado.

    Os venezuelanos estão em segundo. Foram 33 autorizações para morar e trabalhar em São Paulo, sendo 27 residências prévias e seis fixas.

    Dados de 2021

    No ano anterior, os números foram similares: 112 venezuelanos procuraram o Rio de Janeiro para residência prévia e 20 para residência fixa, um total de 132 imigrantes da Venezuela que foram morar no estado.

    No mesmo período, foram 78 colombianos, sendo 64 residências prévias e 14 fixas.

    Em São Paulo, foram 47 colombianos para residência prévia e oito fixas. De venezuelanos, foram 17 de residência fixa e 11 de prévias.

    Por que o Rio

    “O que mais gosto no Rio são as pessoas. Sempre me abriram as portas, me receberam bem. O Rio te abraça igual ao Cristo Redentor. Com coração aberto. E desde o primeiro momento que cheguei aqui foi bom. Eu vim com pouca roupa e me ajudaram com roupas, desodorante etc. As pessoas são muito humanas aqui”, conta à CNN o venezuelano Frank Olmos, 33 anos.

    O refugiado, que agora tem residência fixa na Cidade Maravilhosa, conheceu o Rio pela primeira vez em 2013, durante os Jogos Mundiais da Juventude. Segundo ele, “sempre quis voltar”. E voltou, em 2016, como voluntário para os Jogos Olímpicos, mas diz que não foi fácil e recebeu ajuda dos cariocas.

    “Em 2016, tive a oportunidade de voltar como voluntário, aí entrei em contato com algumas pessoas que me ajudaram na época da jornada mundial, que fizeram vaquinha para mim e ganhei hospedagem na casa de uma família que eu não conhecia”, detalha.

    Olmos conta sobre a situação da Venezuela na época em que decidiu abandonar o país. “A partir dessa família que me recebeu durante os jogos, eu já tinha a mentalidade de ficar aqui. Em 2016 muitas coisas já estavam acontecendo na Venezuela, e infelizmente eu não podia me manter por muito tempo lá. Eu era professor de ensino médio. Então decidi viver uma nova vida no Rio”, relembrou.

    No Rio, Frank Olmos era supervisor em uma empresa de turismo até esta semana, mas foi demitido. “Foi uma experiência incrível por três anos. Já fiz marketing como graduação, agora estou terminando outra faculdade. É algo muito bom para um refugiado conhecido pelo país.”

    E o venezuelano não está só, como mostram os números. “Tenho amigos da Venezuela aqui. Meu irmão mora aqui também. Há um grupo em que se falam todos aqui. A gente mantém contato sempre. O Brasil é um país que me recebeu de braços abertos desde quando fui voluntário”.

    Veja os números

    Residências em 2022

    • Venezuelanos no Rio de Janeiro: 104 (95 prévias, e nove fixas)
    • Colombianos no Rio de Janeiro: 88 (53 prévias e 35 fixas)
    • Colombianos em São Paulo: 86 (78 prévias e oito fixas)
    • Venezuelanos em São Paulo: 33 (27 prévias e seis fixas)

    Residências em 2021

    • Venezuelanos no Rio de Janeiro: 132 (112 prévias e 20 fixas)
    • Colombianos no Rio de Janeiro: 78 (64 prévias e 14 fixas)
    • Colombianos em São Paulo: 55 (47 prévias e oito fixas)
    • Venezuelanos em São Paulo: 28 (17 fixas e 11 de prévias)

    (Fonte: OBMigra/MJSP)